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A arte do fazer

Se você pensa no escândalo do salão impressionista – época em que as exposições como conhecemos hoje sugiram, fica claro que o público ia ao Museu para ver o que o artista tinha a dizer (“o que ele vai aprontar agora?”). Hoje, pessoas se interessam mais pela sua própria experiência – e encontram nas mídias…
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O fazer da arte

A produção artística sempre foi considerada um mistério. Historicamente tomada como algo inefável por conta de seus desenvolvimentos subjetivos e invisíveis, a arte é envolta numa dimensão inapreensível, como se fosse reservada a poucos.
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Um reencontro com a dimensão perdida do corpo

“É também com o corpo todo que pinto os meus quadros e na tela fixo o incorpóreo, eu corpo-a-corpo comigo mesma. Não se compreende música: ouve-se. Ouve-me então com teu corpo inteiro.” CLARICE LISPECTOR, Água Viva Tudo começou como uma busca por voltar a sentir; um desejo de reencontrar-me com o sentido dos sentidos.
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As artesanias do visível

“A prática ensina o olho a cantar” O texto a seguir é a apresentação que produzi para o livro recém-lançado Manual de construção da cabeça humana: modelagem no processo da escultura cerâmica, do artista FERNANDO POLETTI.
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A invisível invisibilidade do visível

“A ficção consiste não em fazer ver o invisível, mas em fazer ver até que ponto é invisível a invisibilidade do visível.” MICHEL FOUCAULT O texto a seguir é transcrição da Apresentação que fiz para a segunda edição do livro Sobre-posições (Editora Telaranha), do filósofo e artista Marcos Beccari. Além de teórico da visualidade com…
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Visão e poética artística

Os vínculos sensórios – fundamentais para criação artística, são barrados pelo próprio sistema sensorial. Não é, senão “desvendo” que o olho se ativa. Segundo a narrativa mais antiga e influente do judaísmo e da cristandade, a imagem é o primeiro traço constitutivo de nossa humanidade: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme…
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AUTO retrátil

Texto de curadoria da exposição AUTO retrátil, em cartaz no Museu de Arte de Porto Alegre a partir de 09 de Novembro de 2024. Artistas Liana d’Abreu e Tuchi Niederhageböck. Texto e curadoria: Gustavot Diaz Todos produzem autorretratos na expressão de cada preferência: o sapato que combina com a calça, os livros de cabeceira, a…
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O QUE O DESENHO ME ENSINA

Em quinze tópicos curtos, elaborei alguns ensinamentos que o desenho me trouxe nesses trinta anos de prática desenhística. 1. O desenho é uma forma de lapidar o diamante que brilha onde o carvão sonha. A diferença entre um desenho e outro é o modo com que manchas se relacionam no suporte – manchas que já…
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CANÇÕES PARA DESARMAR BOMBAS

Algumas considerações sobre a produção poética, por ocasião do lançamento do meu livro de estreia canções para desarmar bombas, pela Editora MONDRU. de que vale mudar em verso o gesto vivido? se, no início, o verbo era o ser escrever é sacar a carne da metáfora primordial canções para desarmar bombas (2023) p.…
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[PROCESSOS POÉTICOS] AS DIMENSÕES DA IMAGEM (Parte II)
![[PROCESSOS POÉTICOS] AS DIMENSÕES DA IMAGEM (Parte II)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2023/07/berlinde-de-bruyckere-quan-1170x655-1.jpg?w=1024)
As estruturas semânticas e identitárias que estabilizam nossa experiência de realidade evitam que o Real emerja em toda a sua violência e caos. A tarefa da poética é desarticular a linguagem de seus condicionamentos “antropologofalocêntricos”[1], reintegrando à palavra seu poder criativo, para além de simulacros. Compartilho mais uma parte do conteúdo do Processos Poéticos, desta…
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[PROCESSOS POÉTICOS] AS DIMENSÕES DA IMAGEM
![[PROCESSOS POÉTICOS] AS DIMENSÕES DA IMAGEM](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2023/07/dllcope-w0rldbuild-task-c0mplete-.jpg?w=919)
Esse texto aborda um dos conteúdos do curso Processos Poéticos, e é continuação programática do artigo anterior acerca do desver como recriação da experiência.
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[PROCESSOS POÉTICOS 5ª ED] ENCONTRO 2 | DESVER: O DESENHO COMO EXPERIÊNCIA VISUAL
![[PROCESSOS POÉTICOS 5ª ED] ENCONTRO 2 | DESVER: O DESENHO COMO EXPERIÊNCIA VISUAL](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2019/12/harry-mcalpine-recommended-content-2019-charcoal-on-paper-760-x-560-mm.jpg?w=1024)
Quando penso que vejo, quem olha por mim enquanto estou pensando? Fernando Pessoa
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[PROCESSOS POÉTICOS 5ª ED] ENCONTRO 1 | “Desinvenção da visão” (Parte II)
![[PROCESSOS POÉTICOS 5ª ED] ENCONTRO 1 | “Desinvenção da visão” (Parte II)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2023/04/allen-joanna-blind-15-e1682111374191.jpg?w=985)
Todo artista intui e de algum modo sente na pele que sua atividade criativa não é devidamente aceita; e quando aceita, não é bem compreendida. Nesse caso é ainda pior: a censura é intolerável, mas não há interdição maior do que articular uma língua que ninguém entende, numa linguagem que nada significa aos outros. Realmente,…
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[LIVE] “A formação do artista” | COM MARCOS BECCARI
![[LIVE] “A formação do artista” | COM MARCOS BECCARI](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2023/04/limitrofe-4_det-2.jpg?w=900)
A formação do artista Nesta Live com Marcos Beccari, falamos acerca de como se deu a constituição do “artista” na Renascença europeia; as condições objetivas e subjetivas de seu aparecimento histórico. Esse conteúdo servirá também como base de nosso primeiro encontro do curso PROCESSOS POÉTICOS, que inicia em 15 de abril.
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[PROCESSOS POÉTICOS 5ª ED] ENCONTRO 1 | “Desinvenção da visão” (Parte I)
![[PROCESSOS POÉTICOS 5ª ED] ENCONTRO 1 | “Desinvenção da visão” (Parte I)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2023/02/snapinsta.app_1080_273751048_638314920794495_6451223304647902774_n.jpg?w=1024)
Para cumprir a difícil disposição de se assumir artista, compete ao sujeito compreender a singularidade que distingue o gesto artístico – singularidade esta, que em geral se chama poética. E o meio mais eficiente de expressão desta singularidade é o conhecimento das referências, dos traços pendulares, dos campos semânticos e lexicais do trabalho – ou…
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O constante e o diverso na produção de MARIA TOMASELLI

A imensa, diversificada e, no melhor sentido da palavra, caótica produção de MARIA TOMASELLI reage ao enquadre curatorial contemporâneo que em geral privilegia uma narrativa, um discurso poético-conceitual específico, uma categoria de linguagem: é no caos que essa artista gaúcha se encontra; na variedade, tanto de forma quanto de categorias, seu trabalho produz unidade.
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[labPROCESSOS] lab#1: “O tempo das imagens”
![[labPROCESSOS] lab#1: “O tempo das imagens”](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/11/thumbnail-youtube-tour-apartamento-video-boho-marrom-aesthetic.png?w=1024)
A imagem é uma extraordinária “montagem” – não histórica – de tempo” (Didi-Hubermann, 2000, p. 16) O objetivo do labPROCESSOS é a criação de um espaço de debate permanente – para além das edições do curso Processos Poéticos, que ofereça continuidade de estudo aos participantes. O que segue é um resumo do conteúdo do primeiro…
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[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] “MÓDULO 3”: PRIMEIRA AULA | NARRAÇÃO FIGURADA E IMAGEM NARRATIVA
![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] “MÓDULO 3”: PRIMEIRA AULA | NARRAÇÃO FIGURADA E IMAGEM NARRATIVA](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/10/tania-font-palamos-girona-1978.jpg?w=800)
“Por mais evidente que pareça ser seu “grau de similitude”, uma pintura realista é necessariamente convencional. O manejo das cores, por exemplo, passa pela consciência de que não se trata de cor vista (que é luz, não pigmento), da mesma forma que uma palavra não se assemelha, visual ou foneticamente, ao que ela designa. Toda…
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[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] “MÓDULO 2”: SEGUNDA E TERCEIRA AULAS | ONDE SE RELACIONAM ARTE E PSICANÁLISE?
![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] “MÓDULO 2”: SEGUNDA E TERCEIRA AULAS | ONDE SE RELACIONAM ARTE E PSICANÁLISE?](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/10/monica-bressan-impermanencia.jpg?w=640)
Vimos como a psicanálise confere uma constituição radicalmente diferente à “realidade” daquela enunciada pela filosofia e pela ciência até então. Se for compreendida por meio de três registros estruturantes – Real, simbólico e imaginário, ela se torna operativa e sua interpretação mais eficiente. Trazemos alguém mais qualificado para reforçar essa caracterização:
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[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] “MÓDULO 2”: PRIMEIRA AULA | PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO
![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] “MÓDULO 2”: PRIMEIRA AULA | PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/09/alyssa-monks001.jpg?w=870)
No primeiro encontro do Módulo 2, cujo conteúdo ora compartilhamos, preferimos abordar diretamente alguns dos conceitos centrais da psicanálise – será mais útil ter noção do que seja essa área do saber, para então mensurar sua contribuição à arte e a natureza de suas implicações mútuas. Durante as quatro horas do encontro discorremos acerca dos…
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[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] TERCEIRA E QUARTA AULAS | DESVER: A EXPERIÊNCIA VISUAL
![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] TERCEIRA E QUARTA AULAS | DESVER: A EXPERIÊNCIA VISUAL](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/09/sara-gallagher.jpg?w=1024)
A minha musa foi a destruição MALLARMÉ
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[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] SEGUNDA AULA | AS DIMENSÕES DA IMAGEM
![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] SEGUNDA AULA | AS DIMENSÕES DA IMAGEM](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/09/vincent-desiderio-liberati.jpg?w=1024)
Iniciamos falando do “autorizar-se” como artista; agora alguns apontamentos acerca da recepção e crítica da produção se faz necessário – a começar por um pressuposto básico: elogios estragam o artista.
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[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] PRIMEIRA AULA (parte II) | DESINVENÇÃO DA VISÃO
![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] PRIMEIRA AULA (parte II) | DESINVENÇÃO DA VISÃO](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/08/istavn-sandorfi-mean-02.jpg?w=1024)
Ao final do último artigo, falamos que somente o desejo do artista é capaz de o manter em atividade. Reforça essa noção o fato de que a arte é um trabalho sem finalidade, o qual não possui utilidade per si em um sistema de circulação de mercadorias. Num contexto de “realismo capitalista[1]”, todas as atividades…
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[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] PRIMEIRA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO
![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] PRIMEIRA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/08/xooang-choi-011-copia-1.jpg?w=1024)
O exercício da arte exige um questionamento que inicia na interlocução. Neste artigo (um trecho do primeiro encontro do curso Processos Poéticos que inicia em 13 de Agosto) falaremos sobre os desafios na busca de uma voz autoral. Para onde o olhar do artista se (re)volta? E para quê?
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[PALESTRA] POÉTICAS DA FIGURAÇÃO CONTEMPORÂNEA | CURITIBA
![[PALESTRA] POÉTICAS DA FIGURAÇÃO CONTEMPORÂNEA | CURITIBA](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/07/gottfried-helnwein-8.png?w=1024)
Conteúdo da palestra apresentada por ocasião da 2ª Mostra do Coletivo FIGURE, na Gibiteca de Curitiba em junho de 2022
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[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] QUINTA AULA | CONSTRUINDO UM PROJETO DE TRABALHO
![[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] QUINTA AULA | CONSTRUINDO UM PROJETO DE TRABALHO](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/05/eudald-de-juana-03.jpg?w=1024)
Ajuda-nos senhor a colher a importância das perguntas que nos desestabilizam, em vez de nos tornarmos, com idade adulta, profissionais da fuga. Cardeal TOLENTINO MENDONÇA Até agora falamos do problema das identificações e como indexam o imaginário, e mesmo alienam o espectador. Em vias de iniciarmos o trabalho prático do Curso, é hora de encarar…
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[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] QUARTA AULA | AS DIMENSÕES DA IMAGEM (PARTE II)
![[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] QUARTA AULA | AS DIMENSÕES DA IMAGEM (PARTE II)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/05/carlos-rafael-gomez-mojica-02.png?w=1024)
“Me deram um nome e me alienaram de mim” CLARICE LISPECTOR Desde o primeiro encontro, temos falado sobre a experiência, e concluímos que “ver” é equivalente a sofrer um tipo de experiência visual. A psicanálise oferece um instrumental teórico para compreensão da estrutura ontológica da experiência, com a vantagem adicional de que sua metapsicologia é…
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[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] TERCEIRA AULA | AS DIMENSÕES DA IMAGEM (PARTE I)
![[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] TERCEIRA AULA | AS DIMENSÕES DA IMAGEM (PARTE I)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/05/theodora-daniela-capat2.jpg?w=1024)
Paul Valéry ministra as Lições de poética no Collège de France a partir de elaborações que partiam da crítica ao academicismo vigente na arte, e da exigência da participação ativa do artista (em toda sua subjetividade) na concepção da obra. No último encontro, vimos como o autor vai assim dando contorno ao que mais tarde…
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[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] SEGUNDA AULA | “DESVER”: UMA EXPERIÊNCIA VISUAL
![[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] SEGUNDA AULA | “DESVER”: UMA EXPERIÊNCIA VISUAL](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/04/screenshot-2022-04-26-at-00-58-31-nicola-samori-sfregi-at-palazzo-fava-bologna.png?w=680)
E, se tento compreender e saborear esse delicado gosto que o segredo do mundo confia, é a mim mesmo que encontro no fundo do universo. (…) E, então, quando sou mais verdadeiro do que quando sou o mundo? Sou presenteado antes de ter desejado. A eternidade está ali, e eu esperava por ela. Agora, não…
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[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] PRIMEIRA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO (PARTE 2)
![[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] PRIMEIRA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO (PARTE 2)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/04/robert-sample-a_day_on_the_beach_oil_on_board_30x30cm_ps600.jpg?w=760)
Expliquei para alguém o sentido que via na militância política, e ouvi: “esse mundo mudou, hoje não se trata mais de fazer pelos outros, representar a voz dos outros… Hoje é ensinar a fazer”. Aceitei a crítica e, com o tempo incluí um adendo: “ensinar a fazer e compartilhar processos”. Aquela observação me ensinou uma…
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[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] PRIMEIRA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO (PARTE 1)
![[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] PRIMEIRA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO (PARTE 1)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/03/wendelin-wohlgemuth-3-copia.jpg?w=1024)
Toda expressão artística é, antes de tudo, expressão de um erro. Tenho uma ideia ou conceito que me parecem perfeitos; basta lançar mão de um lápis: pronto, o traço já não está à altura da ideia, o desenho não expressa devidamente o conceito. Por mais que tente aprimorá-lo, a dimensão platônica implícita em toda ação…
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+50 Mulheres na arte: uma atualização

Este 8 de março de 2022 merece uma atualização na listagem de artistas mulheres que elaboramos tempo atrás. É claro que este é apenas breve resumo de um universo incontável de artistas – mas é uma proposta de síntese do que considero a melhor produção pictórica realizada por mulheres na contemporaneidade.
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TEXTO DE CURADORIA | “ÁGUA DE VER”, EXPOSIÇÃO DE MARCOS BECCARI

Última semana para visitação da exposição Olhar Submerso, de MARCOS BECCARI, em exibição da Fundação Cultura de Curitiba. No post, segue nosso texto de curadoria…
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[PROCESSOS POÉTICOS 2ª EDIÇÃO] SEXTA AULA | ÉTICA DAS IMAGENS
![[PROCESSOS POÉTICOS 2ª EDIÇÃO] SEXTA AULA | ÉTICA DAS IMAGENS](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/10/darian-mederos-02.png?w=1024)
Hoje falaremos de poesia. Gostaria que considerassem esta frase do escritor português José Saramago: “Se podes olhar, vê; se podes ver, repara”. A expressão denota um sentido ético intrínseco ao fazer (e ser) poético. O verbo “reparar”, como verbo transitivo, tem origem em reparare = “começar outra vez, preparar novamente”, e todos os seus sinônimos remetem a tal formação latina:…
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[PROCESSOS POÉTICOS 2ª EDIÇÃO] QUINTA AULA | A PSICANÁLISE E OS SENTIDOS DA IMAGEM
![[PROCESSOS POÉTICOS 2ª EDIÇÃO] QUINTA AULA | A PSICANÁLISE E OS SENTIDOS DA IMAGEM](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/09/vania-comoretti-3.png?w=1024)
Falamos da experiência visual que arquitetou a própria inscrição do artista como testemunha da História enunciando, assim o lugar do artista. A esta altura, já distinguimos com maior clareza o que são vivências cotidianas (pelas quais passamos a todo momento no viver), e tal experiência visual – que é a “vivência elaborada”. Anteriormente, também defendemos…
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[PROCESSOS POÉTICOS 2ª EDIÇÃO] SEGUNDA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO
![[PROCESSOS POÉTICOS 2ª EDIÇÃO] SEGUNDA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/09/thom-puckeym-the-optica.jpg?w=700)
O tema deste encontro do Processos Poéticos já está em parte no texto da edição anterior do curso, abordando algumas das relações entre olhar e a visão que sustentam a intervenção do artista (seu processo criativo). Este assunto servirá como introdução ao método de “desver”, que no Programa denominamos sob o título A desinvenção da…
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[PROCESSOS POÉTICOS 2ª edição] QUARTA AULA | Poéticas da Figuração Contemporânea
![[PROCESSOS POÉTICOS 2ª edição] QUARTA AULA | Poéticas da Figuração Contemporânea](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/09/grzegorz-gwiazda-7.jpg?w=960)
O terceiro encontro do Processos Poéticos foi dedicado à apresentação das propostas de trabalho pelos integrantes dessa edição do curso, que a partir de agora receberão orientação individual durante a execução, até o último encontro (quando os trabalhos serão apresentados coletivamente à turma). Neste quarto encontro estudaremos o cenário contemporâneo da figuração artística.
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[PROCESSOS POÉTICOS 2ª edição] PRIMEIRA AULA | Desinvenção da visão
![[PROCESSOS POÉTICOS 2ª edição] PRIMEIRA AULA | Desinvenção da visão](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/08/diego-palacios.jpg?w=801)
Neste primeiro encontro da 2ª edição do [CURSO] Processos Poéticos, voltaremos a tratar da conceituação de “poética”, considerando a natureza do Desenho a fim de refletir sobre o lugar e a natureza da criação artística.
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[PROCESSOS POÉTICOS] SÉTIMA AULA | MODERNO/PÓS/MODERNO: NOS LIMITES DA ARTE
![[PROCESSOS POÉTICOS] SÉTIMA AULA | MODERNO/PÓS/MODERNO: NOS LIMITES DA ARTE](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/06/16-apollo-11-1260x945-1.jpg?w=1024)
Este é o último conteúdo teórico do Curso PROCESSOS POÉTICOS, que encerra dia 28/06 com apresentação dos trabalhos práticos desenvolvidos pelos participantes. Reservas para segunda edição (prevista para Agosto de 2021) através do contato no site! A década de 1960 relativizou a dimensão humana em todos os sentidos – talvez tanto quanto o heliocentrismo (teoria…
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[PROCESSOS POÉTICOS] SEXTA AULA | Síntese e representações
![[PROCESSOS POÉTICOS] SEXTA AULA | Síntese e representações](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/06/gehard-demetz.jpg?w=1024)
O problema com estereótipos não é que eles sejam mentira, mas que eles sejam incompletos. Eles fazem uma história se tornar a única história. CHIMAMANDA ADICHIE O que se costuma chamar de “representação” em arte não é, senão síntese: produto de escolhas deliberadas. A condição representacional é assim, paradoxalmente, a de não emular o real.…
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[PROCESSOS POÉTICOS] QUINTA AULA | O ato poético
![[PROCESSOS POÉTICOS] QUINTA AULA | O ato poético](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/06/img_0462.jpg?w=1024)
Falamos de um Je e de um moi; agora é a vez das noções de Eu ideal e Ideal de Eu. Ambas figuras desenvolvidas por Freud, e fundamentais ao ato poético no tocante ao sujeito que o experiencia e à dimensão conceitual (o quê fazer), são essas posições do sujeito instituídas em função da imagem.…
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[PROCESSOS POÉTICOS] QUARTA AULA | Poéticas da Figuração Contemporânea
![[PROCESSOS POÉTICOS] QUARTA AULA | Poéticas da Figuração Contemporânea](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/06/nicolas-samori-03.jpg?w=1024)
Apresentamos aqui uma hipótese de interpretação da Figuração Contemporânea, buscando afastá-la da vacuidade do conceito genérico de “pintura contemporânea”. Acreditamos estar em curso um movimento que, pela densidade, quantidade e abrangência, pode vir a definir um momento histórico sui generis. Para outros desenvolvimentos, clique aqui. Levantamos até agora, no curso Processos Poéticos um espectro de…
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[PROCESSOS POÉTICOS] TERCEIRA AULA | As dimensões da imagem
![[PROCESSOS POÉTICOS] TERCEIRA AULA | As dimensões da imagem](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/05/lacan-3.jpg?w=1024)
Por que a Psicanálise hoje representa tantas implicações para a arte e o fazer artístico?
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[PROCESSOS POÉTICOS] SEGUNDA AULA | Desinvenção da visão: Desenho como Experiência visual (Parte 02)
![[PROCESSOS POÉTICOS] SEGUNDA AULA | Desinvenção da visão: Desenho como Experiência visual (Parte 02)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/05/img_0388.jpg?w=1024)
PARTE II Continuação do texto “[PROCESSOS POÉTICOS] PRIMEIRA AULA | Desinvenção da visão: POÉTICAS (Parte 01)“. Material complementar integrante do conteúdo do curso Processos Poéticos Antes de seguir com outro importante viés do pensamento de Paul Valéry – o qual versa justamente sobre a destinação da obra, ou seja, o público (definido por ele como…
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[PROCESSOS POÉTICOS] PRIMEIRA AULA | Desinvenção da visão: POÉTICAS (Parte 01)
![[PROCESSOS POÉTICOS] PRIMEIRA AULA | Desinvenção da visão: POÉTICAS (Parte 01)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/05/emil-alzamora.jpg?w=1024)
Neste primeiro encontro do [CURSO] Processos Poéticos, trataremos da conceituação da “poética”, relacionando as obras de Aristóteles e de Paul Valéry a fim de introduzir a concepção de Desenho como articulador de experiências. De início, uma diferenciação importante: o significado hoje do termo “Poética” – no Brasil especialmente difundido pelas tantas pós-graduações e linhas de…
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SINTOMAS DA ERA DA IMAGEM: VOYEURISMO E CEGUEIRA:

Sociedades que atravessam medos endêmicos, invariavelmente apresentam sintomas. Qual será o sintoma do nosso medo, do mal provisório que infesta os ares inaugurais do século XXI, na esteira de uma crise social estrutural? Penso se este não será, talvez o voyeurismo – uma espécie de “perversão escópica” que nos tornou cegos para outros sentidos, e…
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O DESENHO E SUAS COORDENADAS (AULA ABERTA)

O tema das Coordenadas do Desenho – conteúdo do primeiro vídeo da série “Desenho e Experiência”, foi abordado em uma aula aberta transmitida via streaming, a seguir disponibilizada integralmente. O encontro se divide em uma parte prática, na qual abordamos estritamente materiais expressivos (técnicas secas); e outra teórica, com reflexões daquilo que seria uma “teoria…
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O Desenho e suas coordenadas

A principal coordenada do Desenho se confunde com a estruturação da própria visão. Porém o “contraste” (elemento central da síntese desenhística) é, no entanto, uma convenção. Código da linguagem visual, o contraste estabelece um acordo entre desenhista e observador – um secular acordo no qual o espectador suspende provisoriamente o juízo e acredita estar vendo…
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POR QUE A ARTE É INÚTIL (E DEVE PERMANECER ASSIM)?

Convidado a participar da Conferência online “(a)cessar o Real“, que ocorrerá em 30 de Outubro- fiz algumas reflexões sobre a eficácia simbólica da arte no contexto atual, e sua relação com o Real.
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[LIVE] “O DESENHO, DE DENTRO PRA FORA”
![[LIVE] “O DESENHO, DE DENTRO PRA FORA”](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2020/09/juan-martinez-canovas.jpg?w=1024)
Nesta segunda feira (07 de setembro) participo da live “O Desenho, de Dentro pra Fora” a convite do artista KELVIN KOUBIK (@kelvinkoubik), dentro do Projeto Afluentes. O tema gira em torno da concepção de Desenho como dinâmica que se estrutura de “dentro para fora” – seja em seu aspecto prático/metodológico, seja em sua dimensão de…
