Algumas considerações sobre a produção poética, por ocasião do lançamento do meu livro de estreia canções para desarmar bombas, pela Editora MONDRU.

de que vale mudar em verso
o gesto vivido?
se, no início, o verbo era o ser
escrever é sacar a carne
da metáfora primordial
canções para desarmar bombas (2023) p. 141
Este trecho do poema [excertos de um tratado de escrita por escrever], enuncia a pergunta fundante da poesia: para que escrever? O que se ganha ao transformar em palavras o vivido? A experiência é nossa mediação mais ampla com o mundo. Tendo em vista que não vivenciamos o mundo, apenas o experienciamos conforme determinadas coordenadas, quando essas se transformam, transformam a experiência. Aí se esconde talvez a função mais eminente da arte: emular coordenadas para o alargamento experiencial (portanto, existencial). Escrever não é melhor do que o viver em si, mas a palavra pode dar sentido às vivências e prospectar outras.
(mais…)
![[PROCESSOS POÉTICOS] AS DIMENSÕES DA IMAGEM (Parte II)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2023/07/berlinde-de-bruyckere-quan-1170x655-1.jpg?w=1024)
![[PROCESSOS POÉTICOS] AS DIMENSÕES DA IMAGEM](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2023/07/dllcope-w0rldbuild-task-c0mplete-.jpg?w=919)
![[PROCESSOS POÉTICOS 5ª ED] ENCONTRO 2 | DESVER: O DESENHO COMO EXPERIÊNCIA VISUAL](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2019/12/harry-mcalpine-recommended-content-2019-charcoal-on-paper-760-x-560-mm.jpg?w=1024)
![[PROCESSOS POÉTICOS 5ª ED] ENCONTRO 1 | “Desinvenção da visão” (Parte II)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2023/04/allen-joanna-blind-15-e1682111374191.jpg?w=985)
![[LIVE] “A formação do artista” | COM MARCOS BECCARI](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2023/04/limitrofe-4_det-2.jpg?w=900)
![[PROCESSOS POÉTICOS 5ª ED] ENCONTRO 1 | “Desinvenção da visão” (Parte I)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2023/02/snapinsta.app_1080_273751048_638314920794495_6451223304647902774_n.jpg?w=1024)
