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FIGURA CONTEMPORÂNEA: A técnica do desenho e a ressignificação do Hiper-realismo

RÓMULO CÉLDRAN | lápis e tinta acrílica sobre tela (122 x 192 cm, 2013)
RÓMULO CÉLDRAN | lápis e tinta acrílica sobre tela (122 x 192 cm, 2013)

Primeira parte do conteúdo a ser ministrado na Oficina“FIGURA CONTEMPORÂNEA:  Técnicas tradicionais e Hiper-realismo” (Florianópolis | 23, 24 e 25 de Fevereiro | 2016)

A expressão é o que possibilita a existência – é sua plataforma constitutiva e fundacional. Logo que expresso, passo a existir, uma vez que minha existência é “informada”, posta na fôrma da linguagem, tornando-se inteligível. Freud afirmava que o ser se “humaniza” quando nasce para a linguagem. Essa declaração, elaborada mais profundamente por Jacques Lacan, pode ser resumida do seguinte modo: o processo de humanização do ser falante se caracteriza pela inscrição no mundo dos símbolos. Lacan conceitua um elemento de auxílio no reconhecimento da relação do ser com ele mesmo e com os demais: o “Estádio do espelho”. Ao ver a totalidade de seu corpo refletida na imagem do espelho, o ser é capaz de apreender sua forma – que antes se confundia com o corpo do mundo, e diferenciar-se dele, apropriar-se, possuir a si próprio. É através desse processo de reconhecimento da imagem que se dá a constituição do “eu”; é através dele (e do olhar do outro) que a existência do sujeito se manifesta. Continuar lendo FIGURA CONTEMPORÂNEA: A técnica do desenho e a ressignificação do Hiper-realismo

“Pele Agridoce”: inicia-se o Hiper-realismo Contemporâneo no Brasil (I)

“Quem foi seu mestre?” Pergunta a dr. Marilice Corona num encontro com o artista. “O Youtube!” Responde Patrick Rigon, no mesmo tom de ironia.

“Até que ponto um museu hoje pode validar a obra de um artista?” Essa é uma grande questão para a arte contemporânea. Para o público, sobretudo… Os agentes da “rede” estão acostumados a encontrar na validação acadêmica ao museu a legitimação da própria obra (uma endogenia típica do meio). Sucesso de público entre nós parece chancelar apenas cinema blockbuster: não atua sobre as motivações financeiras e estéticas do sistema da arte; no Brasil é o contrário. À parte esta questão, a produção de Patrick Rigon parece conciliar ambas as coisas: sucesso de público e de crítica especializada. Nesta semana (25) Patrick Rigon expõe pela primeira vez no MARGS, após sua individual intitulada Pele Agridoce, encerrada em junho de 2015 na Galeria Península, no Centro Histórico de Porto Alegre.

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