O exercício da arte exige um questionamento que inicia na interlocução. Neste artigo (um trecho do primeiro encontro do curso Processos Poéticos que inicia em 13 de Agosto) falaremos sobre os desafios na busca de uma voz autoral. Para onde o olhar do artista se (re)volta? E para quê?
(mais…)GUSTAVOT DIAZ
poética, corpo e experiência
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![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] PRIMEIRA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/08/xooang-choi-011-copia-1.jpg?w=1024)
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![[PALESTRA] POÉTICAS DA FIGURAÇÃO CONTEMPORÂNEA | CURITIBA](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/07/gottfried-helnwein-8.png?w=1024)
Conteúdo da palestra apresentada por ocasião da 2ª Mostra do Coletivo FIGURE, na Gibiteca de Curitiba em junho de 2022
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![[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] QUINTA AULA | CONSTRUINDO UM PROJETO DE TRABALHO](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/05/eudald-de-juana-03.jpg?w=1024)
Ajuda-nos senhor a colher a importância das perguntas que nos desestabilizam, em vez de nos tornarmos, com idade adulta, profissionais da fuga.
Cardeal TOLENTINO MENDONÇAAté agora falamos do problema das identificações e como indexam o imaginário, e mesmo alienam o espectador. Em vias de iniciarmos o trabalho prático do Curso, é hora de encarar agora também a potência das identificações e sua capacidade de produzir afetos.
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![[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] QUARTA AULA | AS DIMENSÕES DA IMAGEM (PARTE II)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/05/carlos-rafael-gomez-mojica-02.png?w=1024)
“Me deram um nome e me alienaram de mim”
CLARICE LISPECTORDesde o primeiro encontro, temos falado sobre a experiência, e concluímos que “ver” é equivalente a sofrer um tipo de experiência visual. A psicanálise oferece um instrumental teórico para compreensão da estrutura ontológica da experiência, com a vantagem adicional de que sua metapsicologia é referenciada na imagem e em suas diferentes enunciações.
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![[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] TERCEIRA AULA | AS DIMENSÕES DA IMAGEM (PARTE I)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/05/theodora-daniela-capat2.jpg?w=1024)
(mais…)Paul Valéry ministra as Lições de poética no Collège de France a partir de elaborações que partiam da crítica ao academicismo vigente na arte, e da exigência da participação ativa do artista (em toda sua subjetividade) na concepção da obra. No último encontro, vimos como o autor vai assim dando contorno ao que mais tarde conheceríamos como “poéticas visuais” – considerando o acréscimo do último século, onde o conceito foi ganhando densidade.
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![[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] SEGUNDA AULA | “DESVER”: UMA EXPERIÊNCIA VISUAL](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/04/screenshot-2022-04-26-at-00-58-31-nicola-samori-sfregi-at-palazzo-fava-bologna.png?w=680)
(mais…)E, se tento compreender e saborear esse delicado gosto que o segredo do mundo confia, é a mim mesmo que encontro no fundo do universo. (…) E, então, quando sou mais verdadeiro do que quando sou o mundo? Sou presenteado antes de ter desejado. A eternidade está ali, e eu esperava por ela. Agora, não desejo mais ser feliz, e sim apenas estar consciente.
ALBERT CAMUS, O direito e o avesso -
![[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] PRIMEIRA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO (PARTE 2)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/04/robert-sample-a_day_on_the_beach_oil_on_board_30x30cm_ps600.jpg?w=760)
(mais…)Expliquei para alguém o sentido que via na militância política, e ouvi: “esse mundo mudou, hoje não se trata mais de fazer pelos outros, representar a voz dos outros… Hoje é ensinar a fazer”. Aceitei a crítica e, com o tempo incluí um adendo: “ensinar a fazer e compartilhar processos”. Aquela observação me ensinou uma coisa a mais: alterou minha maneira de ver. Disso resultou uma mudança em minha posição ética. Percebi que, diferente da localização geográfica, onde a mudança de posição promove a modificação do horizonte, subjetivamente o que acontece é o contrário.
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![[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] PRIMEIRA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO (PARTE 1)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/03/wendelin-wohlgemuth-3-copia.jpg?w=1024)
(mais…)Toda expressão artística é, antes de tudo, expressão de um erro. Tenho uma ideia ou conceito que me parecem perfeitos; basta lançar mão de um lápis: pronto, o traço já não está à altura da ideia, o desenho não expressa devidamente o conceito. Por mais que tente aprimorá-lo, a dimensão platônica implícita em toda ação humana impõe uma exigência (alter egóica) que frustra a experimentação. Por isso Samuel Beckett se refere ao processo artístico assim: “errar, errar de novo, errar melhor”.