Desenho e produção de afetos: como desativar o fascismo

A representação na arte mobiliza a experiência – esta contundente estratégia que estrutura e é, ao mesmo tempo, estruturada pelo ato poético.

Desenhos não mediados pela técnica

Os chamados “desenhos feios” – que prefiro chamar de desenhos não mediados pela técnica, têm migrado da esfera pessoal do gosto e parecem hoje disputar estatuto artístico. Neste texto, discuto algumas ideias associadas a esta prática, como “democratização”, “liberdade criativa”, “aquisição de linguagem autônoma” e “inclusão no universo do desenho”.

O Desenho como experiência visual (parte II)

No artigo anterior propus uma compreensão do Desenho como ferramenta capaz de emular coordenadas que efetivam a “experiência”. Essa capacidade garante que a atividade desenhística estabeleça diálogo intersubjetivo (entre o desenhista e o observador) na medida em que opera uma mediação entre a experiência visual do primeiro (quer dizer, a experiência por que passa oContinuar lendo “O Desenho como experiência visual (parte II)”

O lugar da experiência na arte

“É no simbólico que o desejo se engatilha”. Este enunciado, que remete à psicanálise de Lacan, revela o seguinte: o mundo da linguagem é onde o desejo toma forma. Sem imagem, nossos anseios, medos e percepções não encontram recursos de auto-expressão: deixam de ser elaborados formalmente. Quer dizer que a experiência não se processa, senãoContinuar lendo “O lugar da experiência na arte”

O QUE O DESENHO ME ENSINA | Reflexões sobre a Prática do Desenho

  Este é o vídeo piloto da nova série onde procuramos extrair da prática desenhística saberes para além de conteúdos técnicos do Desenho. Desapego, resiliência, alteridade, criatividade e auto-análise são alguns dos elementos que investigaremos, sempre em torno das lições que aprendemos desenhando.

O PERMANENTE PARADOXO DO DESENHO

O desenho é, antes de tudo, experiência visual. Enquanto experiência necessita ser “simbolizado”, formulado em termos de linguagem. Embora seja ele o próprio ato e ação de simbolização, de formulação linguística (é através do desenho que simbolizo um trauma, por exemplo), o desenho é em si também uma percepção específica, com seu repertório particular deContinuar lendo “O PERMANENTE PARADOXO DO DESENHO”