[PROCESSOS POÉTICOS] SÉTIMA AULA | MODERNO/PÓS/MODERNO: NOS LIMITES DA ARTE

Este é o último conteúdo teórico do Curso PROCESSOS POÉTICOS, que encerra dia 28/06 com apresentação dos trabalhos práticos desenvolvidos pelos participantes. Reservas para segunda edição (prevista para Agosto de 2021) através do contato no site! A década de 1960 relativizou a dimensão humana em todos os sentidos – talvez tanto quanto o heliocentrismo (teoriaContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS] SÉTIMA AULA | MODERNO/PÓS/MODERNO: NOS LIMITES DA ARTE”

[PROCESSOS POÉTICOS] SEXTA AULA | Síntese e representações

O problema com estereótipos não é que eles sejam mentira, mas que eles sejam incompletos. Eles fazem uma história se tornar a única história. CHIMAMANDA ADICHIE O que se costuma chamar de “representação” em arte não é, senão síntese: produto de escolhas deliberadas. A condição representacional é justamente a da não-representação; ou seja, a condiçãoContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS] SEXTA AULA | Síntese e representações”

[PROCESSOS POÉTICOS] QUINTA AULA | O ato poético

Falamos de um Je e de um moi; agora é a vez das noções de Eu ideal e Ideal de Eu. Ambas figuras desenvolvidas por Freud– fundamentais ao ato poético no tocante ao sujeito que o experiencia e à dimensão conceitual (o quê fazer), essas são posições do sujeito instituídas em função da imagem. EuContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS] QUINTA AULA | O ato poético”

NOTAS SOBRE A VIRTUALIDADE: O DESENHO NA PANDEMIA

Todos os objetos da vida material (o mundo das coisas do mundo) circulam numa cadeia cujo fluxo possui uma lógica mensurável, chamada “economia”. Esse fluxo – que são as trocas econômicas, explica inclusive o “modo de pensamento conceitual abstrato” (SOHN-RETHEL, 1987) da vida social, e orbita sob uma única coordenada (ideológica): a função. Até aí,Continuar lendo “NOTAS SOBRE A VIRTUALIDADE: O DESENHO NA PANDEMIA”

É PRECISO ‘DOM’ PRA SER ARTISTA? (OU MELHOR, EXISTE ‘DOM’?)

  Artistas considerados “gênios”, portadores de um dom ou talento especial, muitas vezes manifestam, em seu próprio modo de vida, o oposto daquilo que sustenta a “aura” de gênio. Michelangelo, por exemplo – já em vida chamado “il divino”, dizia continuamente: “– Se soubessem o quanto eu trabalho, não achariam que sou grande coisa!”…. AindaContinuar lendo “É PRECISO ‘DOM’ PRA SER ARTISTA? (OU MELHOR, EXISTE ‘DOM’?)”

Desenho e produção de afetos: como desativar o fascismo

A representação na arte mobiliza a experiência – esta contundente estratégia que estrutura e é, ao mesmo tempo, estruturada pelo ato poético.

Desenho como experiência da contemporaneidade | Palestra IFRS/Atelier Livre | PORTO ALEGRE

Ante o acúmulo de imagens que nos atravessa, o olhar pode tanto neutralizar-se para a estesia das formas quanto, em oposição, qualificar a interpretação do mundo imagético. Ou seja, pode tender para a banalização ou para enriquecer-se ante o cenário da contemporaneidade, fortemente mediado pela imagem. O que nos cerca é alheio, até que passeContinuar lendo “Desenho como experiência da contemporaneidade | Palestra IFRS/Atelier Livre | PORTO ALEGRE”

HIPER-REALISMO E GÊNERO: TRÊS ARTISTAS BRASILEIROS

Poucos anos atrás comecei um texto sobre a obra do gaúcho Patrick Rigon com uma pergunta que a professora Marilice Corona lhe fez: Quem foi seu mestre? E ele respondeu: “O Youtube”. Isso ainda dá conta de explicar parte da natureza da Figuração Contemporânea, ocupada com a imagem onde quer que ela venha operar seuContinuar lendo “HIPER-REALISMO E GÊNERO: TRÊS ARTISTAS BRASILEIROS”

TINTA BRUTA: o desenho realista do cinema brasileiro contemporâneo

Como o cinema faz com que a vida se torne mais real

Notas para compreender a Figuração Contemporânea

A pintura é uma poesia silenciosa; a poesia uma pintura que fala. SIMÔNIDES, in Plutarco, em De Gloria Atheniensium (III, 346) Nesta semana (21), encerra a FIGURATIVA | 1ª Feira de Arte Figurativa em Brasília, promovida pelo espaço Par de Ideias. Assino a curadoria da Feira, e no texto curatorial (aqui) exponho os princípios que regeramContinuar lendo “Notas para compreender a Figuração Contemporânea”

FIGURATIVA: 1ª Feira de figuração contemporânea de Brasília

Não há nenhuma idealização romântica ou inspiração clássica passadista; nenhum saudosismo, nem “desejo de retorno” na figuração presente na arte atual. É arte contemporânea em sua expressão plena – equacionados os preconceitos que reduziam a arte a um debate técnico. Os artistas que hoje recorrem aos elementos da tradição para articular o cotidiano estão interessados em realizarContinuar lendo “FIGURATIVA: 1ª Feira de figuração contemporânea de Brasília”

O Desenho como experiência visual | Palestra

Compartilhamos aqui uma síntese das reflexões apresentadas nos últimos cursos, organizadas em torno de quatro eixos. Esta conteúdo será ainda tema das próximas palestras nas cidade de Florianópolis, Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba (veja cronograma ao final)

O Desenho como experiência visual (parte I)

Um antigo mito dá conta de explicar a origem da pintura no mundo clássico. Esse mito assinala uma dimensão intelectiva da prática, sugerindo que uma episteme do fazer manual já estava presente no DNA das artesanias. No capítulo 12 do livro XXV[1] da sua História Natural (77-79), Plínio, o Velho conta a lenda de CoraContinuar lendo “O Desenho como experiência visual (parte I)”

Aula gratuita de Anatomia Artística com cadáveres

O estudo in loco de cadáveres, realizado há séculos para compreensão profunda do corpo humano, tem efeito de despertar o interesse pela figura, tema tão prolífico nas Artes Visuais, além de qualificar a visão do artista. A percepção correta dos volumes do corpo que garante um bom desenho, depende em boa medida do conhecimento anatômico.