Tag: Hiper-realismo Contemporâneo
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A invisível invisibilidade do visível

“A ficção consiste não em fazer ver o invisível, mas em fazer ver até que ponto é invisível a invisibilidade do visível.” MICHEL FOUCAULT O texto a seguir é transcrição da Apresentação que fiz para a segunda edição do livro Sobre-posições (Editora Telaranha), do filósofo e artista Marcos Beccari. Além de teórico da visualidade com…
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Visão e poética artística

Os vínculos sensórios – fundamentais para criação artística, são barrados pelo próprio sistema sensorial. Não é, senão “desvendo” que o olho se ativa. Segundo a narrativa mais antiga e influente do judaísmo e da cristandade, a imagem é o primeiro traço constitutivo de nossa humanidade: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme…
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AUTO retrátil

Texto de curadoria da exposição AUTO retrátil, em cartaz no Museu de Arte de Porto Alegre a partir de 09 de Novembro de 2024. Artistas Liana d’Abreu e Tuchi Niederhageböck. Texto e curadoria: Gustavot Diaz Todos produzem autorretratos na expressão de cada preferência: o sapato que combina com a calça, os livros de cabeceira, a…
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[PROCESSOS POÉTICOS] AS DIMENSÕES DA IMAGEM (Parte II)
![[PROCESSOS POÉTICOS] AS DIMENSÕES DA IMAGEM (Parte II)](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2023/07/berlinde-de-bruyckere-quan-1170x655-1.jpg?w=1024)
As estruturas semânticas e identitárias que estabilizam nossa experiência de realidade evitam que o Real emerja em toda a sua violência e caos. A tarefa da poética é desarticular a linguagem de seus condicionamentos “antropologofalocêntricos”[1], reintegrando à palavra seu poder criativo, para além de simulacros. Compartilho mais uma parte do conteúdo do Processos Poéticos, desta…
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[PROCESSOS POÉTICOS] AS DIMENSÕES DA IMAGEM
![[PROCESSOS POÉTICOS] AS DIMENSÕES DA IMAGEM](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2023/07/dllcope-w0rldbuild-task-c0mplete-.jpg?w=919)
Esse texto aborda um dos conteúdos do curso Processos Poéticos, e é continuação programática do artigo anterior acerca do desver como recriação da experiência.
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[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] “MÓDULO 3”: PRIMEIRA AULA | NARRAÇÃO FIGURADA E IMAGEM NARRATIVA
![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] “MÓDULO 3”: PRIMEIRA AULA | NARRAÇÃO FIGURADA E IMAGEM NARRATIVA](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/10/tania-font-palamos-girona-1978.jpg?w=800)
“Por mais evidente que pareça ser seu “grau de similitude”, uma pintura realista é necessariamente convencional. O manejo das cores, por exemplo, passa pela consciência de que não se trata de cor vista (que é luz, não pigmento), da mesma forma que uma palavra não se assemelha, visual ou foneticamente, ao que ela designa. Toda…
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[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] PRIMEIRA AULA (parte II) | DESINVENÇÃO DA VISÃO
![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] PRIMEIRA AULA (parte II) | DESINVENÇÃO DA VISÃO](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/08/istavn-sandorfi-mean-02.jpg?w=1024)
Ao final do último artigo, falamos que somente o desejo do artista é capaz de o manter em atividade. Reforça essa noção o fato de que a arte é um trabalho sem finalidade, o qual não possui utilidade per si em um sistema de circulação de mercadorias. Num contexto de “realismo capitalista[1]”, todas as atividades…
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[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] PRIMEIRA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO
![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] PRIMEIRA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/08/xooang-choi-011-copia-1.jpg?w=1024)
O exercício da arte exige um questionamento que inicia na interlocução. Neste artigo (um trecho do primeiro encontro do curso Processos Poéticos que inicia em 13 de Agosto) falaremos sobre os desafios na busca de uma voz autoral. Para onde o olhar do artista se (re)volta? E para quê?
