(mais…)Última semana para visitação da exposição Olhar Submerso, de MARCOS BECCARI, em exibição da Fundação Cultura de Curitiba. No post, segue nosso texto de curadoria…
GUSTAVOT DIAZ
poética, corpo e experiência
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![[PROCESSOS POÉTICOS 2ª EDIÇÃO] SEXTA AULA | ÉTICA DAS IMAGENS](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/10/darian-mederos-02.png?w=1024)
(mais…)Hoje falaremos de poesia. Gostaria que considerassem esta frase do escritor português José Saramago: “Se podes olhar, vê; se podes ver, repara”. A expressão denota um sentido ético intrínseco ao fazer (e ser) poético. O verbo “reparar”, como verbo transitivo, tem origem em reparare = “começar outra vez, preparar novamente”, e todos os seus sinônimos remetem a tal formação latina: re (“outra vez) + parare = “preparar, aprestar”. Outros sinônimos são: renovar; melhorar, retocar, consertar, restaurar, indenizar, restabelecer, compensar[1].
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![[PROCESSOS POÉTICOS 2ª EDIÇÃO] QUINTA AULA | A PSICANÁLISE E OS SENTIDOS DA IMAGEM](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/09/vania-comoretti-3.png?w=1024)
(mais…)Falamos da experiência visual que arquitetou a própria inscrição do artista como testemunha da História enunciando, assim o lugar do artista. A esta altura, já distinguimos com maior clareza o que são vivências cotidianas (pelas quais passamos a todo momento no viver), e tal experiência visual – que é a “vivência elaborada”. Anteriormente, também defendemos que a experiência visual, uma vez emulada em procedimentos técnicos (perspectiva e demais operações da linguagem visual), daria conta de “superar”, por assim dizer, paradoxos constitutivos da criação poética, na medida em que situa os processos subjetivos em função da compreensão (até onde é possível) de coordenadas simbólicas, em função das quais a experiência se organiza. Tal compreensão impede a precipitação de estereótipos, deixando emergir uma “percepção” mais “imediata” da experiência que funda o lugar subjetivo do artista – a isso chamamos olhar.
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![[PROCESSOS POÉTICOS 2ª EDIÇÃO] SEGUNDA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/09/thom-puckeym-the-optica.jpg?w=700)
(mais…)O tema deste encontro do Processos Poéticos já está em parte no texto da edição anterior do curso, abordando algumas das relações entre olhar e a visão que sustentam a intervenção do artista (seu processo criativo). Este assunto servirá como introdução ao método de “desver”, que no Programa denominamos sob o título A desinvenção da visão.
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![[PROCESSOS POÉTICOS 2ª edição] QUARTA AULA | Poéticas da Figuração Contemporânea](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/09/grzegorz-gwiazda-7.jpg?w=960)
(mais…)O terceiro encontro do Processos Poéticos foi dedicado à apresentação das propostas de trabalho pelos integrantes dessa edição do curso, que a partir de agora receberão orientação individual durante a execução, até o último encontro (quando os trabalhos serão apresentados coletivamente à turma). Neste quarto encontro estudaremos o cenário contemporâneo da figuração artística.
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![[PROCESSOS POÉTICOS 2ª edição] PRIMEIRA AULA | Desinvenção da visão](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/08/diego-palacios.jpg?w=801)
(mais…)Neste primeiro encontro da 2ª edição do [CURSO] Processos Poéticos, voltaremos a tratar da conceituação de “poética”, considerando a natureza do Desenho a fim de refletir sobre o lugar e a natureza da criação artística.
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![[PROCESSOS POÉTICOS] SÉTIMA AULA | MODERNO/PÓS/MODERNO: NOS LIMITES DA ARTE](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/06/16-apollo-11-1260x945-1.jpg?w=1024)
Este é o último conteúdo teórico do Curso PROCESSOS POÉTICOS, que encerra dia 28/06 com apresentação dos trabalhos práticos desenvolvidos pelos participantes. Reservas para segunda edição (prevista para Agosto de 2021) através do contato no site!

LENNART NILSON, 1965 (primeira fotografia da vida intrauterina de um feto) A década de 1960 relativizou a dimensão humana em todos os sentidos – talvez tanto quanto o heliocentrismo (teoria que Copérnico publicou em 1543, mais tarde ratificada por Galileu), que retirou a Terra de sua imutabilidade e a fez girar em torno de um sol fixo, junto a bilhões de outros astros. Nos anos 60, viu-se pela primeira vez, as fotos da Terra tiradas pelos astronautas da Apolo 11 (capa do artigo); e também as fotos da vida intrauterina, capturadas por Lennart Nilsson.
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![[PROCESSOS POÉTICOS] SEXTA AULA | Síntese e representações](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2021/06/gehard-demetz.jpg?w=1024)
O problema com estereótipos não é que eles sejam mentira, mas que eles sejam incompletos. Eles fazem uma história se tornar a única história.
CHIMAMANDA ADICHIE
PHIL HALE “Interpreter” 2008 | óleo sobre tela O que se costuma chamar de “representação” em arte não é, senão síntese: produto de escolhas deliberadas. A condição representacional é assim, paradoxalmente, a de não emular o real. Ao contrário do sentido redutor de mímesis (onde a “semelhança” com um referente é projetada pelo observador), a Figuração Realista – e isso se poderia dizer de toda forma artística, se constitui de uma “alteração” da realidade com o fim de torná-la verossímil, assimilável. Deste modo é que a arte emula as condições de experiência do sujeito (não a experiência da coisa em si). A percepção opera, de fato por meio de uma seleção anamórfica (logo, imaginária) de identificações que destituem o “real” de sua verdade, registrando-o simbolicamente a fim de se apropriar dele; nesse registro, porém, algo se perde para sempre. O filósofo Baudrillard resumiu bem isso: “Criar uma imagem consiste em ir retirando do objeto todas as suas dimensões, uma a uma: o peso, o relevo, o perfume, a profundidade, o tempo, a continuidade e, é claro, o sentido.”
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