A imagem é uma extraordinária “montagem”
– não histórica – de tempo”
(Didi-Hubermann, 2000, p. 16)
GUSTAVOT DIAZ
poética, corpo e experiência
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![[labPROCESSOS] lab#1: “O tempo das imagens”](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/11/thumbnail-youtube-tour-apartamento-video-boho-marrom-aesthetic.png?w=1024)
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![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] “MÓDULO 3”: PRIMEIRA AULA | NARRAÇÃO FIGURADA E IMAGEM NARRATIVA](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/10/tania-font-palamos-girona-1978.jpg?w=800)
(mais…)“Por mais evidente que pareça ser seu “grau de similitude”, uma pintura realista é necessariamente convencional. O manejo das cores, por exemplo, passa pela consciência de que não se trata de cor vista (que é luz, não pigmento), da mesma forma que uma palavra não se assemelha, visual ou foneticamente, ao que ela designa. Toda semelhança é arbitrária. E a pintura começa quando deixamos de ver semelhanças e passamos a ver acidentes, algo como uma gota que, ao escorrer no papel, faz alusão a uma silhueta, um rosto, uma flor. É assim que uma pintura se torna realista, mas vê-se com clareza que ela não o é desde o início, que a figuração é apenas um resultado possível. Tal resultado, por sua vez, depende uma eventual narrativa, exatamente como os borrões de tinta devem ser lidos nos testes de Rorschach: conta-se não o que se vê, mas o que parece se passar no plano pictórico e o que se supõe ocorrer nos olhos de quem o observa.
MARCOS BECCARI. In. Antirrealismo: uma breve história das aparências. Curitiba: Kindle Direct Publishing, 2019, p. 6-7.) -
![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] “MÓDULO 2”: SEGUNDA E TERCEIRA AULAS | ONDE SE RELACIONAM ARTE E PSICANÁLISE?](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/10/monica-bressan-impermanencia.jpg?w=640)
Vimos como a psicanálise confere uma constituição radicalmente diferente à “realidade” daquela enunciada pela filosofia e pela ciência até então. Se for compreendida por meio de três registros estruturantes – Real, simbólico e imaginário, ela se torna operativa e sua interpretação mais eficiente. Trazemos alguém mais qualificado para reforçar essa caracterização:
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![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] “MÓDULO 2”: PRIMEIRA AULA | PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/09/alyssa-monks001.jpg?w=870)
No primeiro encontro do Módulo 2, cujo conteúdo ora compartilhamos, preferimos abordar diretamente alguns dos conceitos centrais da psicanálise – será mais útil ter noção do que seja essa área do saber, para então mensurar sua contribuição à arte e a natureza de suas implicações mútuas. Durante as quatro horas do encontro discorremos acerca dos registros Real, simbólico e imaginário, e sobre algumas relações entre as teorias de Lacan e Freud. No segundo encontro falaremos do Estádio do espelho – articulação central na constituição do sujeito, que Lacan faz coincidir com o reconhecimento da dimensão da imagem.
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![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] TERCEIRA E QUARTA AULAS | DESVER: A EXPERIÊNCIA VISUAL](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/09/sara-gallagher.jpg?w=1024)
(mais…)A minha musa foi a destruição
MALLARMÉ -
![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] SEGUNDA AULA | AS DIMENSÕES DA IMAGEM](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/09/vincent-desiderio-liberati.jpg?w=1024)
Iniciamos falando do “autorizar-se” como artista; agora alguns apontamentos acerca da recepção e crítica da produção se faz necessário – a começar por um pressuposto básico: elogios estragam o artista.
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![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] PRIMEIRA AULA (parte II) | DESINVENÇÃO DA VISÃO](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/08/istavn-sandorfi-mean-02.jpg?w=1024)
Ao final do último artigo, falamos que somente o desejo do artista é capaz de o manter em atividade. Reforça essa noção o fato de que a arte é um trabalho sem finalidade, o qual não possui utilidade per si em um sistema de circulação de mercadorias. Num contexto de “realismo capitalista[1]”, todas as atividades possuem um único vetor: a instrumentalização em favor de lucro. É precisamente aí que a arte desempenha função fundamental, uma função estratégica mesmo do processo civilizacional. Suas operações são invisíveis, entretanto, porque são pressupostas – quer dizer, a arte sempre entrega seus efeitos e esconde seus processos. Ao redor de nós, ela organiza e “cultiva” por todos os lados as formas do mundo: em cada detalhe o trabalho de um artista, um designer, um arquiteto, etc. está oculto, alienado em cada objeto (como em geral o trabalho está oculto em seus produtos).
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![[PROCESSOS POÉTICOS 4ª ED] PRIMEIRA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO](https://gustavotdiaz.com/wp-content/uploads/2022/08/xooang-choi-011-copia-1.jpg?w=1024)
O exercício da arte exige um questionamento que inicia na interlocução. Neste artigo (um trecho do primeiro encontro do curso Processos Poéticos que inicia em 13 de Agosto) falaremos sobre os desafios na busca de uma voz autoral. Para onde o olhar do artista se (re)volta? E para quê?
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