DESENHO IN NATURA

“O Desenho não se encontra fora do traço, está dentro dele.” (Ingres) A única prática humana que não requer reflexão é a violência. O Desenho, considerado historicamente como elemento articulador das categorias artesanais, não pode ser reduzido à dimensão que comumente lhe atribuem: a dimensão técnica. Reduzir o Desenho ao âmbito empírico – ou ainda,Continuar lendo “DESENHO IN NATURA”

O DESENHO COMO SÍNTESE

Parte do conteúdo a ser ministrado na Oficina “FIGURA CONTEMPORÂNEA:  Desenho & Modelo vivo” (Curitiba | 12, 13 e 14 de Maio | 2016)

DIA MUNDIAL DO DESENHISTA

O Dia Mundial do Desenhista (15 de Abril) é propício para homenagear a coragem desses 11 profissionais que aceitaram o desafio de 1) serem artistas e 2) serem artistas “realistas”. Todos eles utilizam técnicas tradicionais, mas estão longe de posarem de antiquados, retrógrados ou saudosistas. Pelo contrário, estão muito bem sintonizados às questões contemporâneas: assimilam em seus trabalhos –Continuar lendo “DIA MUNDIAL DO DESENHISTA”

PEQUENO HISTÓRICO DA ANATOMIA ARTÍSTICA

Anatomia: do latim tardio, anatomia; do grego, anatomê/ês:  incisão, dissecação de alto a baixo. Compósito de “ana”: de alto a baixo e “tomê”, corte, incisão. (Termo atribuído tradicionalmente a Teofrasto, um dos discípulos de Aristóteles, no século IV a.C.)

A DIFERENÇA ENTRE “COPIAR”, “COLAR” E “CRIAR”

O que possibilita participação ativa na esfera da arte é o saber das linguagens. O conhecimento dos códigos constitutivos das categorias artísticas permite uma apreciação qualificada; mas há sempre algo que escapa, mesmo ao melhor crítico, ainda ao diletante mais perspicaz: o interior da técnica. Claro, saber “ler” um desenho a carvão não é oContinuar lendo “A DIFERENÇA ENTRE “COPIAR”, “COLAR” E “CRIAR””

O “CORPO HUMANO NA ARTE”: COMO (E POR QUE) DESENHAR? (II)

O essencial é saber ver. Saber ver sem estar a pensar, Saber ver quando se vê, E nem pensar quando se vê, Nem ver quando se pensa. Álvaro de Campos Toda técnica do desenho, em seu sentido pragmático, está contida nos próprios materiais expressivos e só se é possível realizar seu objetivo expressivo através doContinuar lendo “O “CORPO HUMANO NA ARTE”: COMO (E POR QUE) DESENHAR? (II)”

Desenhos do Corpo | EXPOSIÇÃO

As primeiras reuniões de artistas no cinquecento, em Florença – que redundariam na primeira Academia, tinham um objetivo comum: o desenho dal nudo ou dal naturale. O que os italianos chamam hoje dal vero, ou desenho de modelo vivo, era o fundamento da educação artística até o século XIX. As Academias brasileiras, contudo, derivaram doContinuar lendo “Desenhos do Corpo | EXPOSIÇÃO”

O CORPO HUMANO NA ARTE: COMO (E POR QUE) DESENHAR?

Nunca aprendi a existir. Fernando Pessoa A diferença entre a articulação processual chamada “técnica” e a estruturação “tecnológica”, é que enquanto, a primeira repete procedimentos metodológicos já avaliados, a segunda demanda a criação de novos saberes a fim de desenvolver-se (e desenvolve-se justamente na medida em que cria esses saberes). O exemplo mais claro dissoContinuar lendo “O CORPO HUMANO NA ARTE: COMO (E POR QUE) DESENHAR?”

Figura Contemporânea | Retrato

Dentre as expressões artísticas, o Retrato é, sem dúvida, a mais icônica. Utilizado por metonímia como sinônimo de “representação”, já no período anterior à era imperial, os romanos cultivavam na retratística um impressionante realismo. Este fato constitui um curioso “anacronismo”, se supormos que o ferramental e a disposição subjetiva realistas tenham se dado apenas a partir das condições criadas no Renascimento, ou apenasContinuar lendo “Figura Contemporânea | Retrato”

FIGURA CONTEMPORÂNEA: A técnica do desenho e a ressignificação Hiper-realista (Parte II)

Segunda parte do conteúdo a ser ministrado na Oficina “FIGURA CONTEMPORÂNEA:  Técnicas tradicionais e Hiper-realismo” (Florianópolis | 23, 24 e 25 de Fevereiro | 2016) Uma crença bastante comum é a de que o desenho seria fruto da introspecção do artista – uma suposta “imersão às profundezas de si mesmo”. Por conta de ilusões românticas assim, sãoContinuar lendo “FIGURA CONTEMPORÂNEA: A técnica do desenho e a ressignificação Hiper-realista (Parte II)”

FIGURA CONTEMPORÂNEA: A técnica do desenho e a ressignificação do Hiper-realismo

Primeira parte do conteúdo a ser ministrado na Oficina“FIGURA CONTEMPORÂNEA:  Técnicas tradicionais e Hiper-realismo” (Florianópolis | 23, 24 e 25 de Fevereiro | 2016) A expressão é o que possibilita a existência – é sua plataforma constitutiva e fundacional. Logo que expresso, passo a existir, uma vez que minha existência é “informada”, posta na fôrma da linguagem, tornando-seContinuar lendo “FIGURA CONTEMPORÂNEA: A técnica do desenho e a ressignificação do Hiper-realismo”

FÁBIO MAGALHÃES E O CORPO DA PINTURA: Inicia-se o Hiper-Realismo Contemporâneo no Brasil (II)

“É só olhar por aí, a pintura está mais viva do que nunca…”  Fábio Magalhães  O artista baiano Fábio Magalhães, aparentemente esquecido pela academia aqui no Sul, opera uma surpreendente relação entre o “discurso” da arte contemporânea e a prática tradicional da pintura.

DESENHO: A coisa sem conceito (Parte 2)

O pintor que traduz por prática e julgamento dos olhos, sem raciocínio, é como o espelho onde se imitam as coisas mais opostas sem conhecimento da sua essência. Leonardo da Vinci (Atl. 76 r.a.) No post anterior dissemos que a única “língua” capaz de vocalizar o desenho Realista é o escalonamento de valores tonais – ou seja, osContinuar lendo “DESENHO: A coisa sem conceito (Parte 2)”

DESENHO: A coisa sem conceito | Parte 1

Eugène Delacroix dizia que o bom desenhista era aquele capaz de “desenhar um corpo caindo de um edifício, antes que chegasse ao chão”. O que queria dizer não tinha a ver com velocidade no traço ou rapidez de coordenação. Ele falava de síntese. Ou seja, o bom desenhista é capaz de captar no olhar o que háContinuar lendo “DESENHO: A coisa sem conceito | Parte 1”

“’PELE AGRIDOCE”: Inicia-se o Hiper-realismo Contemporâneo no Brasil (parte I)

“Quem foi seu mestre?” Pergunta a dr. Marilice Corona num encontro com o artista. “O Youtube!” Responde Patrick Rigon, no mesmo tom de ironia. “Até que ponto um museu hoje pode validar a obra de um artista?” Essa é uma grande questão para a arte contemporânea. Para o público, sobretudo… Os agentes da “rede” estão acostumados a encontrarContinuar lendo ““’PELE AGRIDOCE”: Inicia-se o Hiper-realismo Contemporâneo no Brasil (parte I)”