Os artistas e a Anatomia

Recentemente o artista italiano Nuncio Paci criou uma série de trabalhos dedicados ao Barroco, no seu estilo bem próprio onde expõe o corpo “vivisseccionado”. A Anatomia é parte essencial do repertório do artista, sendo tematizada em sua obra como um elemento estético.

Como desenhar pode ser uma prática subversiva

A cada bloqueio que sofro no Facebook (esta é a quinta vez), minha primeira sensação é de incompreensão. Depois de um mês bloqueado, é impossível não relativizar a importância desta rede social que, vista à distância é bem insignificante mesmo. Porém preciso dela para exercer minha profissão, a qual me leva de tempos em temposContinuar lendo “Como desenhar pode ser uma prática subversiva”

O lugar da experiência na arte

“É no simbólico que o desejo se engatilha”. Este enunciado, que remete à psicanálise de Lacan, revela o seguinte: o mundo da linguagem é onde o desejo toma forma. Sem imagem, nossos anseios, medos e percepções não encontram recursos de auto-expressão: deixam de ser elaborados formalmente. Quer dizer que a experiência não se processa, senãoContinuar lendo “O lugar da experiência na arte”

O QUE O DESENHO ME ENSINA | Reflexões sobre a Prática do Desenho

  Este é o vídeo piloto da nova série onde procuramos extrair da prática desenhística saberes para além de conteúdos técnicos do Desenho. Desapego, resiliência, alteridade, criatividade e auto-análise são alguns dos elementos que investigaremos, sempre em torno das lições que aprendemos desenhando.

FIGURA CONTEMPORÂNEA: A IMAGEM HOJE

O lugar da representação Uma questão que deve ser permanentemente pautada na reflexão artística contemporânea, com especial interesse à fotografia é, sem dúvida, a da representação. Quando parece estar equacionada, volta à tona na próxima Bienal ou no próximo salão do MEAM. Não basta conhecermos a desagregação do sistema de representação que teve lugar noContinuar lendo “FIGURA CONTEMPORÂNEA: A IMAGEM HOJE”

OUTRAS RELAÇÕES ENTRE FOTOGRAFIA E ARTE (Parte II)

O esforço é grande, o homem é pequeno. Eu, Diogo cão, navegador deixei este padrão Aos pés do areal moreno, e para diante naveguei… FERNANDO PESSOA É fácil se apropriar de novos conhecimentos… Difícil é desapegar-se de velhos hábitos! Um hábito adquirido é um vício: uma repetição do caminho inicial que leva ao prazer eContinuar lendo “OUTRAS RELAÇÕES ENTRE FOTOGRAFIA E ARTE (Parte II)”

DESENHO COMO “SÍNTESE” E “DESINVENÇÃO”

De quem é o olhar Que espreita por meus olhos? Quando penso que vejo, Quem continua vendo Enquanto estou pensando? FERNANDO PESSOA “De quem é o olhar” | 1917 Certa vez, quando Einstein atravessava um parque, indagou a um transeunte que passava: “Com licença, cavalheiro, poderia me dizer se eu vim da direita ou da esquerda?” OContinuar lendo “DESENHO COMO “SÍNTESE” E “DESINVENÇÃO””

OUTRAS RELAÇÕES ENTRE FOTOGRAFIA E ARTE

“O século XIX, como sabemos, é amplamente uma invenção de Balzac. (…) Estamos simplesmente continuando, com notas de rodapé e adições desnecessárias, o capricho, a fantasia ou a visão criativa de um grande romancista. (…) o que vemos, e como nós o vemos, depende das Artes que nos influenciaram”. OSCAR WILDE A Decadência da Mentira (1889) No séculoContinuar lendo “OUTRAS RELAÇÕES ENTRE FOTOGRAFIA E ARTE”

OS PARADOXOS DO DESENHO: NOTAS PARA UMA EPISTEMOLOGIA

O Desenho opera mediações entre inúmeros paradoxos, já desde o lugar do desenhista: um espaço entre duas experiências – a experiência que advém no momento de ver; e outra, aquela que se deseja provocar no olhar do expectador. O objetivo último do desenhista é processar (recriar plasticamente) a experiência visual que recebe, de modo a fazer conhecerContinuar lendo “OS PARADOXOS DO DESENHO: NOTAS PARA UMA EPISTEMOLOGIA”

DESENHO ALÉM DA TÉCNICA: PARA UMA EPISTEMOLOGIA DO ARTESANAL

O Desenho é uma prática que se confunde à história das civilizações, dado a extensão histórica e geográfica de sua expressão. Sua abrangência impõe uma compreensão associada à própria organização societal, devendo-se incorporar em sua interpretação um viés filosófico para além da mecânica da técnica. A natureza criativa desta atividade e a complexidade das operaçõesContinuar lendo “DESENHO ALÉM DA TÉCNICA: PARA UMA EPISTEMOLOGIA DO ARTESANAL”

QUAL O SENTIDO DO DESENHO DE RETRATO?

Parte do conteúdo teórico a ser ministrado no Workshop “Desenho de Retrato” (Porto Alegre| 14, 15 e 16 de Dezembro | 2016) Mais informações aqui! Ao desenho de Retrato se atribui de antemão uma dificuldade natural. A primeira tarefa do desenhista que se ocupa deste gênero é, portanto, desmistificar essa crença compreendendo precisamente em que consiste essa dificuldade. AsContinuar lendo “QUAL O SENTIDO DO DESENHO DE RETRATO?”

O DESENHO E O REAL (esboços)

Desenho é síntese: transmutação da substância inerte dos materiais expressivos em “signos”, e consequente apropriação dos elementos sígnicos em linguagem visual. O modo como ele opera passa pela reconstituição da impressão sensível, recriando as coordenadas da experiência visória. Para desenhar é, portanto, necessário criar – não a identificação (mera similitude entre desenho e coisa desenhada),Continuar lendo “O DESENHO E O REAL (esboços)”

DESENHO ANATÔMICO: O CORPO DESVENDADO

Sem saber não é possível enxergar. Até que eu indique ao aprendiz a “luz refletida” dentro da “sombra própria” de um objeto, ele não a percebe; até que conheça a existência da clavícula no retrato de perfil, o desenhista não a vê. É necessário saber, conhecer as formas para que a visão se habilite… DepoisContinuar lendo “DESENHO ANATÔMICO: O CORPO DESVENDADO”

DESENHO IN NATURA

“O Desenho não se encontra fora do traço, está dentro dele.” (Ingres) A única prática humana que não requer reflexão é a violência. O Desenho, considerado historicamente como elemento articulador das categorias artesanais, não pode ser reduzido à dimensão que comumente lhe atribuem: a dimensão técnica. Reduzir o Desenho ao âmbito empírico – ou ainda,Continuar lendo “DESENHO IN NATURA”

O DESENHO COMO SÍNTESE

Parte do conteúdo a ser ministrado na Oficina “FIGURA CONTEMPORÂNEA:  Desenho & Modelo vivo” (Curitiba | 12, 13 e 14 de Maio | 2016)