Tenho ensinado que aprender a desenhar é desapegar-se da linha. O que costuma dar mais trabalho ao professor é o aluno que “já sabe desenhar”, ou seja, que é possuidor de “algum conhecimento” (significando normalmente que já passou por algum curso de desenho) e, portanto está suficientemente viciado por conteúdos técnicos equivocados. O principal deles é a famigerada “linha”. Se quisermos uma relação profunda com o Desenho, é imprescindível desapagar dela: ela estrutura uma série de outros vícios que impedem o avanço da compreensão formal. De fato, é um dos desapegos técnicos mais dolorosos, e o que primeiro se deve empreender. (mais…)
GUSTAVOT DIAZ
poética, corpo e experiência
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Palestra na Universidade Estadual do Paraná | UNESPAR, onde o artista GUSTAVOT DIAZ fala sobre os referentes teóricos de seu repertório de trabalho, socializando as opções e incertezas de sua produção plástica e sua prática docente. Entrada franca! (mais…)
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No artigo anterior propus uma compreensão do Desenho como ferramenta capaz de emular coordenadas que efetivam a “experiência”. Essa capacidade garante que a atividade desenhística estabeleça diálogo intersubjetivo (entre o desenhista e o observador) na medida em que opera uma mediação entre a experiência visual do primeiro (quer dizer, a experiência por que passa o desenhista ao desenhar o modelo) e aquela futura, gerada no observador quando este se depara com o desenho finalizado. (mais…)
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Um antigo mito dá conta de explicar a origem da pintura no mundo clássico. Esse mito assinala uma dimensão intelectiva da prática, sugerindo que uma episteme do fazer manual já estava presente no DNA das artesanias. No capítulo 12 do livro XXV[1] da sua História Natural (77-79), Plínio, o Velho conta a lenda de Cora (filha do oleiro Butades da cidade de Sicião) que risca em uma parede o contorno da sombra de seu namorado, que em breve partiria para o estrangeiro. Butades então modelou em argila a cabeça do genro, tendo como referência o contorno traçado pela filha. Veja na galeria algumas imagens representando essa cena:
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O estudo in loco de cadáveres, realizado há séculos para compreensão profunda do corpo humano, tem efeito de despertar o interesse pela figura, tema tão prolífico nas Artes Visuais, além de qualificar a visão do artista. A percepção correta dos volumes do corpo que garante um bom desenho, depende em boa medida do conhecimento anatômico. (mais…)
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O que é um “desenho de qualidade”? Para responder, consideraremos que, em primeiro lugar não vemos um Desenho – ele é quem vê por nós. Desenho é tudo aquilo que nos faz ver. (mais…)
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Dedico esse post à artista Ise Feijó, como incentivo a sua produção
(não é uma montanha, mas é uma prova de amor)…Os problemas que surgem quando nomeamos certa produção como “arte de mulheres”, “arte feminina” ou “feminista” revelam a colonização e os limites de nossa própria língua. Afinal, são as lacunas da linguagem os traços mais sintomáticos do modo como concebemos (ou deixamos de conceber) as coisas. Por que não temos uma “arte de homens” (ou essa é a única que existe)? Nem é preciso dizer que a História da Arte, como a conhecemos, é uma construção machista. Porém, quando a produção contemporânea realizada por mulheres é posta em perspectiva, assume um protagonismo sem precedentes. E esse quadro tende a alterar o eixo patriarcal da história.
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O estudo in loco em cadáveres, realizado há séculos para compreensão profunda do corpo humano, tem efeito de despertar o interesse pela figura, tema tão prolífico nas Artes Visuais, além de qualificar a visão do artista. A percepção correta dos volumes do corpo depende em certa medida do conhecimento anatômico. Nesta aula de Anatomia Artística, estudaremos todos músculos de superfície e ossos constituintes do esqueleto, bem como suas principais articulações. Leia as instruções abaixo…