Dedico esse post à artista Ise Feijó, como incentivo a sua produção
(não é uma montanha, mas é uma prova de amor)…
Os problemas que surgem quando nomeamos certa produção como “arte de mulheres”, “arte feminina” ou “feminista” revelam a colonização e os limites de nossa própria língua. Afinal, são as lacunas da linguagem os traços mais sintomáticos do modo como concebemos (ou deixamos de conceber) as coisas. Por que não temos uma “arte de homens” (ou essa é a única que existe)? Nem é preciso dizer que a História da Arte, como a conhecemos, é uma construção machista. Porém, quando a produção contemporânea realizada por mulheres é posta em perspectiva, assume um protagonismo sem precedentes. E esse quadro tende a alterar o eixo patriarcal da história.
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