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OS PARADOXOS DO DESENHO: NOTAS PARA UMA EPISTEMOLOGIA

PAU MARINELLO (detalhe da série “Brave New World”) | mixed media sobre papel

Parte do conteúdo teórico a ser ministrado no Workshop“Figura Contemporânea” (Porto Alegre | 28 de março, 04, 11 e 18 de Abril | 2017) Mais informações aqui!

 

O Desenho opera mediações entre inúmeros paradoxos, desde o lugar do próprio desenhista – um espaço entre duas experiências: a experiência que advém no momento de ver; e outra, aquela que deseja provocar no olhar do expectador. O objetivo último do desenhista é processar (recriar plasticamente) a experiência visual que recebe, de modo a fazer conhecer ao espectador também essa experiência. Assim, desenhar é viver e produzir experiências. Continuar lendo OS PARADOXOS DO DESENHO: NOTAS PARA UMA EPISTEMOLOGIA

DESENHO: A coisa sem conceito | Parte 1

Abstracting-I-tríptico

Parte do conteúdo a ser ministrado na Oficina
“FIGURA CONTEMPORÂNEA:  Desenho & Modelo vivo” (Curitiba | 12, 13 e 14 de Maio | 2016)

Eugène Delacroix dizia que o bom desenhista era aquele capaz de “desenhar um corpo caindo de um edifício, antes que chegasse ao chão”.

O que queria dizer não tinha a ver com velocidade no traço ou rapidez de coordenação. Ele falava de síntese. Ou seja, o bom desenhista é capaz de captar no olhar o que há de mais “essencial” e característico da forma humana. Esse conteúdo essencial pode não passar de três ou quatro traços (vide os desenhos de Rembrandt, Boucher, Daumier, Goya e Egon Schiele, por exemplo). São poucas linhas ou “manchas” que qualificam a forma e conferem “função” a ela. Continuar lendo DESENHO: A coisa sem conceito | Parte 1