GUSTAVOT DIAZ

poética, corpo e experiência

Categoria: Artigos

Artigos de crítica, ensaios, diletâncias e acrasias

  • DESENHO ANATÔMICO: O CORPO DESVENDADO

    Sem saber não é possível enxergar. Até que eu indique ao aprendiz a “luz refletida” dentro da “sombra própria” de um objeto, ele não a percebe; até que conheça a existência da clavícula no retrato de perfil, o desenhista não a vê. É necessário saber, conhecer as formas para que a visão se habilite… Depois…

  • DESENHO IN NATURA

    “O Desenho não se encontra fora do traço, está dentro dele.” (Ingres) A única prática humana que não requer reflexão é a violência. O Desenho, considerado historicamente como elemento articulador das categorias artesanais, não pode ser reduzido à dimensão que comumente lhe atribuem: a esfera técnica. Reduzir o Desenho ao âmbito empírico – ou ainda,…

  • O DESENHO COMO SÍNTESE

    Parte do conteúdo a ser ministrado na Oficina “FIGURA CONTEMPORÂNEA:  Desenho & Modelo vivo” (Curitiba | 12, 13 e 14 de Maio | 2016)

  • DIA MUNDIAL DO DESENHISTA

    O Dia Mundial do Desenhista (15 de Abril) é propício para homenagear a coragem desses 11 profissionais que aceitaram o desafio de 1) serem artistas e 2) serem artistas “realistas”. Todos eles utilizam técnicas tradicionais, mas estão longe de posarem de antiquados, retrógrados ou saudosistas. Pelo contrário, estão muito bem sintonizados às questões contemporâneas: assimilam em seus trabalhos –…

  • PEQUENO HISTÓRICO DA ANATOMIA ARTÍSTICA

      Anatomia: do latim tardio, anatomia; do grego, anatomê/ês:  incisão, dissecação de alto a baixo. Compósito de “ana”: de alto a baixo e “tomê”, corte, incisão. (Termo atribuído tradicionalmente a Teofrasto, um dos discípulos de Aristóteles, no século IV a.C.)

  • A DIFERENÇA ENTRE “COPIAR”, “COLAR” E “CRIAR”

    O que possibilita participação ativa na esfera da arte é o saber das linguagens. O conhecimento dos códigos constitutivos das categorias artísticas permite uma apreciação qualificada; mas há sempre algo que escapa, mesmo ao melhor crítico, ainda ao diletante mais perspicaz: o interior da técnica. Claro, saber “ler” um desenho a carvão não é o…

  • O “CORPO HUMANO NA ARTE”: COMO (E POR QUE) DESENHAR? (II)

    O essencial é saber ver. Saber ver sem estar a pensar, Saber ver quando se vê, E nem pensar quando se vê, Nem ver quando se pensa. Álvaro de Campos Toda técnica do desenho, em seu sentido pragmático, está contida nos próprios materiais expressivos e só se é possível realizar seu objetivo expressivo através do…

  • Desenhos do Corpo | EXPOSIÇÃO

    As primeiras reuniões de artistas no cinquecento, em Florença – que redundariam na primeira Academia, tinham um objetivo comum: o desenho dal nudo ou dal naturale. O que os italianos chamam hoje dal vero, ou desenho de modelo vivo, era o fundamento da educação artística até o século XIX. As Academias brasileiras, contudo, derivaram do…