[PROCESSOS POÉTICOS] QUINTA AULA | O ato poético

Falamos de um Je e de um moi; agora é a vez das noções de Eu ideal e Ideal de Eu. Ambas figuras desenvolvidas por Freud, e fundamentais ao ato poético no tocante ao sujeito que o experiencia e à dimensão conceitual (o quê fazer), são essas posições do sujeito instituídas em função da imagem.Continuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS] QUINTA AULA | O ato poético”

[PROCESSOS POÉTICOS] QUARTA AULA | Poéticas da Figuração Contemporânea

Apresentamos aqui uma hipótese de interpretação da Figuração Contemporânea, buscando afastá-la da vacuidade do conceito genérico de “pintura contemporânea”. Acreditamos estar em curso um movimento que, pela densidade, quantidade e abrangência, pode vir a definir um momento histórico sui generis. Para outros desenvolvimentos, clique aqui. Levantamos até agora, no curso Processos Poéticos um espectro deContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS] QUARTA AULA | Poéticas da Figuração Contemporânea”

[PROCESSOS POÉTICOS] SEGUNDA AULA | Desinvenção da visão: Desenho como Experiência visual (Parte 02)

PARTE II Continuação do texto “[PROCESSOS POÉTICOS] PRIMEIRA AULA | Desinvenção da visão: POÉTICAS (Parte 01)“. Material complementar integrante do conteúdo do curso Processos Poéticos Antes de seguir com outro importante viés do pensamento de Paul Valéry – o qual versa justamente sobre a destinação da obra, ou seja, o público (definido por ele comoContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS] SEGUNDA AULA | Desinvenção da visão: Desenho como Experiência visual (Parte 02)”

[PROCESSOS POÉTICOS] PRIMEIRA AULA | Desinvenção da visão: POÉTICAS (Parte 01)

Neste primeiro encontro do [CURSO] Processos Poéticos, trataremos da conceituação da “poética”, relacionando as obras de Aristóteles e de Paul Valéry a fim de introduzir a concepção de Desenho como articulador de experiências. De início, uma diferenciação importante: o significado hoje do termo “Poética” – no Brasil especialmente difundido pelas tantas pós-graduações e linhas deContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS] PRIMEIRA AULA | Desinvenção da visão: POÉTICAS (Parte 01)”

SINTOMAS DA ERA DA IMAGEM: VOYEURISMO E CEGUEIRA:

Sociedades que atravessam medos endêmicos, invariavelmente apresentam sintomas. Qual será o sintoma do nosso medo, do mal provisório que infesta os ares inaugurais do século XXI, na esteira de uma crise social estrutural? Penso se este não será, talvez o voyeurismo –  uma espécie de “perversão escópica” que nos tornou cegos para outros sentidos, eContinuar lendo “SINTOMAS DA ERA DA IMAGEM: VOYEURISMO E CEGUEIRA:”

O DESENHO E SUAS COORDENADAS (AULA ABERTA)

O tema das Coordenadas do Desenho – conteúdo do primeiro vídeo da série “Desenho e Experiência”, foi abordado em uma aula aberta transmitida via streaming, a seguir disponibilizada integralmente. O encontro se divide em uma parte prática, na qual abordamos estritamente materiais expressivos (técnicas secas); e outra teórica, com reflexões daquilo que seria uma “teoriaContinuar lendo “O DESENHO E SUAS COORDENADAS (AULA ABERTA)”

O Desenho e suas coordenadas

A principal coordenada do Desenho se confunde com a estruturação da própria visão. Porém o “contraste” (elemento central da síntese desenhística) é, no entanto, uma convenção. Código da linguagem visual, o contraste estabelece um acordo entre desenhista e observador – um secular acordo no qual o espectador suspende provisoriamente o juízo e acredita estar vendoContinuar lendo “O Desenho e suas coordenadas”

POR QUE A ARTE É INÚTIL (E DEVE PERMANECER ASSIM)?

Convidado a participar da Conferência online “(a)cessar o Real“, que ocorrerá em 30 de Outubro- fiz algumas reflexões sobre a eficácia simbólica da arte no contexto atual, e sua relação com o Real.

[LIVE] “O DESENHO, DE DENTRO PRA FORA”

Nesta segunda feira (07 de setembro) participo da live “O Desenho, de Dentro pra Fora”  a convite do artista KELVIN KOUBIK (@kelvinkoubik), dentro do Projeto Afluentes. O tema gira em torno da concepção de Desenho como dinâmica que se estrutura de “dentro para fora” – seja em seu aspecto prático/metodológico, seja em sua dimensão deContinuar lendo “[LIVE] “O DESENHO, DE DENTRO PRA FORA””

NOTAS SOBRE A VIRTUALIDADE: O DESENHO NA PANDEMIA

Todos os objetos da vida material (o mundo das coisas do mundo) circulam numa cadeia cujo fluxo possui uma lógica mensurável, chamada “economia”. Esse fluxo – que são as trocas econômicas, explica inclusive o “modo de pensamento conceitual abstrato” (SOHN-RETHEL, 1987) da vida social, e orbita sob uma única coordenada (ideológica): a função. Até aí,Continuar lendo “NOTAS SOBRE A VIRTUALIDADE: O DESENHO NA PANDEMIA”

É PRECISO ‘DOM’ PRA SER ARTISTA? (OU MELHOR, EXISTE ‘DOM’?)

  Artistas considerados “gênios”, portadores de um dom ou talento especial, muitas vezes manifestam, em seu próprio modo de vida, o oposto daquilo que sustenta a “aura” de gênio. Michelangelo, por exemplo – já em vida chamado “il divino”, dizia continuamente: “– Se soubessem o quanto eu trabalho, não achariam que sou grande coisa!”…. AindaContinuar lendo “É PRECISO ‘DOM’ PRA SER ARTISTA? (OU MELHOR, EXISTE ‘DOM’?)”

Desenho e produção de afetos: como desativar o fascismo

A representação na arte mobiliza a experiência – esta contundente estratégia que estrutura e é, ao mesmo tempo, estruturada pelo ato poético.

AULA GRATUITA DE ANATOMIA ARTÍSTICA COM CADÁVERES

O estudo in loco de cadáveres tem efeito de despertar o interesse pela figura, tema tão prolífico nas Artes Visuais, além de qualificar a visão do artista. Realizado há séculos para compreensão profunda do corpo humano, o estudo anatômico oferece a percepção correta dos volumes do corpo que garante um bom desenho! Nesta aula de Anatomia Artística,Continuar lendo “AULA GRATUITA DE ANATOMIA ARTÍSTICA COM CADÁVERES”

Desenhos não mediados pela técnica

Os chamados “desenhos feios” – que prefiro chamar de desenhos não mediados pela técnica, têm migrado da esfera pessoal do gosto e parecem hoje disputar estatuto artístico. Neste texto, discuto algumas ideias associadas a esta prática, como “democratização”, “liberdade criativa”, “aquisição de linguagem autônoma” e “inclusão no universo do desenho”.