[PROCESSOS POÉTICOS] SEXTA AULA | Síntese e representações

O problema com estereótipos não é que eles sejam mentira, mas que eles sejam incompletos. Eles fazem uma história se tornar a única história. CHIMAMANDA ADICHIE O que se costuma chamar de “representação” em arte não é, senão síntese: produto de escolhas deliberadas. A condição representacional é justamente a da não-representação; ou seja, a condiçãoContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS] SEXTA AULA | Síntese e representações”

[PROCESSOS POÉTICOS] QUINTA AULA | O ato poético

Falamos de um Je e de um moi; agora é a vez das noções de Eu ideal e Ideal de Eu. Ambas figuras desenvolvidas por Freud– fundamentais ao ato poético no tocante ao sujeito que o experiencia e à dimensão conceitual (o quê fazer), essas são posições do sujeito instituídas em função da imagem. EuContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS] QUINTA AULA | O ato poético”

[PROCESSOS POÉTICOS] QUARTA AULA | Poéticas da Figuração Contemporânea

Apresentamos aqui uma hipótese de interpretação da Figuração Contemporânea, buscando afastá-la da vacuidade do conceito genérico de “pintura contemporânea”. Acreditamos estar em curso um movimento que, pela densidade, quantidade e abrangência, pode vir a definir um momento histórico sui generis. Para outros desenvolvimentos, clique aqui. Levantamos até agora, no curso Processos Poéticos um espectro deContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS] QUARTA AULA | Poéticas da Figuração Contemporânea”

[PROCESSOS POÉTICOS] SEGUNDA AULA | Desinvenção da visão: Desenho como Experiência visual (Parte 02)

PARTE II Continuação do texto “[PROCESSOS POÉTICOS] PRIMEIRA AULA | Desinvenção da visão: POÉTICAS (Parte 01)“. Material complementar integrante do conteúdo do curso Processos Poéticos Antes de seguir com outro importante viés do pensamento de Paul Valéry – o qual versa justamente sobre a destinação da obra, ou seja, o público (definido por ele comoContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS] SEGUNDA AULA | Desinvenção da visão: Desenho como Experiência visual (Parte 02)”

[PROCESSOS POÉTICOS] PRIMEIRA AULA | Desinvenção da visão: POÉTICAS (Parte 01)

Neste primeiro encontro do [CURSO] Processos Poéticos, trataremos da conceituação da “poética”, relacionando as obras de Aristóteles e de Paul Valéry a fim de introduzir a concepção de Desenho como articulador de experiências.

SINTOMAS DA ERA DA IMAGEM: VOYEURISMO E CEGUEIRA:

Sociedades que atravessam medos endêmicos, invariavelmente apresentam sintomas. Qual será o sintoma do nosso medo, do mal provisório que infesta os ares inaugurais do século XXI, na esteira de uma crise social estrutural? Penso se este não será, talvez o voyeurismo –  uma espécie de “perversão escópica” que nos tornou cegos para outros sentidos, eContinuar lendo “SINTOMAS DA ERA DA IMAGEM: VOYEURISMO E CEGUEIRA:”

O DESENHO E SUAS COORDENADAS (AULA ABERTA)

O tema das Coordenadas do Desenho – conteúdo do primeiro vídeo da série “Desenho e Experiência”, foi abordado em uma aula aberta transmitida via streaming, a seguir disponibilizada integralmente. O encontro se divide em uma parte prática, na qual abordamos estritamente materiais expressivos (técnicas secas); e outra teórica, com reflexões daquilo que seria uma “teoriaContinuar lendo “O DESENHO E SUAS COORDENADAS (AULA ABERTA)”

O Desenho e suas coordenadas

A principal coordenada do Desenho se confunde com a estruturação da própria visão. Porém o “contraste” (elemento central da síntese desenhística) é, no entanto, uma convenção. Código da linguagem visual, o contraste estabelece um acordo entre desenhista e observador – um secular acordo no qual o espectador suspende provisoriamente o juízo e acredita estar vendoContinuar lendo “O Desenho e suas coordenadas”

POR QUE A ARTE É INÚTIL (E DEVE PERMANECER ASSIM)?

Convidado a participar da Conferência online “(a)cessar o Real“, que ocorrerá em 30 de Outubro- fiz algumas reflexões sobre a eficácia simbólica da arte no contexto atual, e sua relação com o Real.

NOTAS SOBRE A VIRTUALIDADE: O DESENHO NA PANDEMIA

Todos os objetos da vida material (o mundo das coisas do mundo) circulam numa cadeia cujo fluxo possui uma lógica mensurável, chamada “economia”. Esse fluxo – que são as trocas econômicas, explica inclusive o “modo de pensamento conceitual abstrato” (SOHN-RETHEL, 1987) da vida social, e orbita sob uma única coordenada (ideológica): a função. Até aí,Continuar lendo “NOTAS SOBRE A VIRTUALIDADE: O DESENHO NA PANDEMIA”

É PRECISO ‘DOM’ PRA SER ARTISTA? (OU MELHOR, EXISTE ‘DOM’?)

  Artistas considerados “gênios”, portadores de um dom ou talento especial, muitas vezes manifestam, em seu próprio modo de vida, o oposto daquilo que sustenta a “aura” de gênio. Michelangelo, por exemplo – já em vida chamado “il divino”, dizia continuamente: “– Se soubessem o quanto eu trabalho, não achariam que sou grande coisa!”…. AindaContinuar lendo “É PRECISO ‘DOM’ PRA SER ARTISTA? (OU MELHOR, EXISTE ‘DOM’?)”

Desenho e produção de afetos: como desativar o fascismo

A representação na arte mobiliza a experiência – esta contundente estratégia que estrutura e é, ao mesmo tempo, estruturada pelo ato poético.

AULA GRATUITA DE ANATOMIA ARTÍSTICA COM CADÁVERES

O estudo in loco de cadáveres tem efeito de despertar o interesse pela figura, tema tão prolífico nas Artes Visuais, além de qualificar a visão do artista. Realizado há séculos para compreensão profunda do corpo humano, o estudo anatômico oferece a percepção correta dos volumes do corpo que garante um bom desenho! Nesta aula de Anatomia Artística,Continuar lendo “AULA GRATUITA DE ANATOMIA ARTÍSTICA COM CADÁVERES”