Desenho e produção de afetos: como desativar o fascismo

A representação na arte mobiliza a experiência – esta contundente estratégia que estrutura e é, ao mesmo tempo, estruturada pelo ato poético.

DESENHO ANATÔMICO: O CORPO DESVENDADO

Sem saber não é possível enxergar. Até que eu indique ao aprendiz a “luz refletida” dentro da “sombra própria” de um objeto, ele não a percebe; até que conheça a existência da clavícula no retrato de perfil, o desenhista não a vê. É necessário saber, conhecer as formas para que a visão se habilite… DepoisContinuar lendo “DESENHO ANATÔMICO: O CORPO DESVENDADO”

DESENHO IN NATURA

“O Desenho não se encontra fora do traço, está dentro dele.” (Ingres) A única prática humana que não requer reflexão é a violência. O Desenho, considerado historicamente como elemento articulador das categorias artesanais, não pode ser reduzido à dimensão que comumente lhe atribuem: a dimensão técnica. Reduzir o Desenho ao âmbito empírico – ou ainda,Continuar lendo “DESENHO IN NATURA”

A DIFERENÇA ENTRE “COPIAR”, “COLAR” E “CRIAR”

O que possibilita participação ativa na esfera da arte é o saber das linguagens. O conhecimento dos códigos constitutivos das categorias artísticas permite uma apreciação qualificada; mas há sempre algo que escapa, mesmo ao melhor crítico, ainda ao diletante mais perspicaz: o interior da técnica. Claro, saber “ler” um desenho a carvão não é oContinuar lendo “A DIFERENÇA ENTRE “COPIAR”, “COLAR” E “CRIAR””

FIGURA CONTEMPORÂNEA: A técnica do desenho e a ressignificação do Hiper-realismo

Primeira parte do conteúdo a ser ministrado na Oficina“FIGURA CONTEMPORÂNEA:  Técnicas tradicionais e Hiper-realismo” (Florianópolis | 23, 24 e 25 de Fevereiro | 2016) A expressão é o que possibilita a existência – é sua plataforma constitutiva e fundacional. Logo que expresso, passo a existir, uma vez que minha existência é “informada”, posta na fôrma da linguagem, tornando-seContinuar lendo “FIGURA CONTEMPORÂNEA: A técnica do desenho e a ressignificação do Hiper-realismo”

DESENHO: A coisa sem conceito (Parte 2)

O pintor que traduz por prática e julgamento dos olhos, sem raciocínio, é como o espelho onde se imitam as coisas mais opostas sem conhecimento da sua essência. Leonardo da Vinci (Atl. 76 r.a.) No post anterior dissemos que a única “língua” capaz de vocalizar o desenho Realista é o escalonamento de valores tonais – ou seja, osContinuar lendo “DESENHO: A coisa sem conceito (Parte 2)”