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FIGURA CONTEMPORÂNEA: A técnica do desenho e a ressignificação Hiper-realista (Parte II)

CHRISTOPHER STOTT | "Dream Days" (óleo sobre tela, 14' x 18')
CHRISTOPHER STOTT | “Dream Days” (óleo sobre tela, 14′ x 18′)

Segunda parte do conteúdo a ser ministrado na Oficina
“FIGURA CONTEMPORÂNEA:  Técnicas tradicionais e Hiper-realismo” (Florianópolis | 23, 24 e 25 de Fevereiro | 2016)

Uma crença bastante comum é a de que o desenho seria fruto da introspecção do artista – uma suposta “imersão às profundezas de si mesmo”. Por conta de ilusões românticas assim, são necessárias novas formulações acerca do tema. Essa abstrata “imersão” de que se fala, e mesmo esse “si mesmo”, não são na realidade elementos dados; são representações. Não há um “si mesmo”, e se houvesse, seria um esforço humano por natureza – que é nossa constante defesa psíquica contra à existência. Vladmir Safatle desenvolve de forma brilhante esse último tema. Continuar lendo FIGURA CONTEMPORÂNEA: A técnica do desenho e a ressignificação Hiper-realista (Parte II)

DESENHO: A coisa sem conceito | Parte 1

Abstracting-I-tríptico

Parte do conteúdo a ser ministrado na Oficina
“FIGURA CONTEMPORÂNEA:  Desenho & Modelo vivo” (Curitiba | 12, 13 e 14 de Maio | 2016)

Eugène Delacroix dizia que o bom desenhista era aquele capaz de “desenhar um corpo caindo de um edifício, antes que chegasse ao chão”.

O que queria dizer não tinha a ver com velocidade no traço ou rapidez de coordenação. Ele falava de síntese. Ou seja, o bom desenhista é capaz de captar no olhar o que há de mais “essencial” e característico da forma humana. Esse conteúdo essencial pode não passar de três ou quatro traços (vide os desenhos de Rembrandt, Boucher, Daumier, Goya e Egon Schiele, por exemplo). São poucas linhas ou “manchas” que qualificam a forma e conferem “função” a ela. Continuar lendo DESENHO: A coisa sem conceito | Parte 1