Arquivo da categoria: Artistas Contemporâneos

Artistas contemporâneos que trabalham com figuração realista ou hiperrealista

Fábio Magalhães e o corpo da pintura: Inicia-se o Hiper-Realismo Contemporâneo no Brasil (II)

Fábio Magalhães "Trouxas II" (Alusivo ao Artur Barrio) Óleo sobre Tela (2013)
Fábio Magalhães “Trouxas II” (Alusivo ao Artur Barrio) Óleo sobre Tela (2013)

“É só olhar por aí, a pintura está mais viva do que nunca…” 

Fábio Magalhães 

O artista baiano Fábio Magalhães, aparentemente esquecido pela academia aqui no Sul, opera uma surpreendente relação entre o “discurso” da arte contemporânea e a prática tradicional da pintura.

Continuar lendo Fábio Magalhães e o corpo da pintura: Inicia-se o Hiper-Realismo Contemporâneo no Brasil (II)

“Pele Agridoce”: inicia-se o Hiper-realismo Contemporâneo no Brasil (I)

“Quem foi seu mestre?” Pergunta a dr. Marilice Corona num encontro com o artista. “O Youtube!” Responde Patrick Rigon, no mesmo tom de ironia.

“Até que ponto um museu hoje pode validar a obra de um artista?” Essa é uma grande questão para a arte contemporânea. Para o público, sobretudo… Os agentes da “rede” estão acostumados a encontrar na validação acadêmica ao museu a legitimação da própria obra (uma endogenia típica do meio). Sucesso de público entre nós parece chancelar apenas cinema blockbuster: não atua sobre as motivações financeiras e estéticas do sistema da arte; no Brasil é o contrário. À parte esta questão, a produção de Patrick Rigon parece conciliar ambas as coisas: sucesso de público e de crítica especializada. Nesta semana (25) Patrick Rigon expõe pela primeira vez no MARGS, após sua individual intitulada Pele Agridoce, encerrada em junho de 2015 na Galeria Península, no Centro Histórico de Porto Alegre.

Continuar lendo “Pele Agridoce”: inicia-se o Hiper-realismo Contemporâneo no Brasil (I)

GOTTFRIED HELNWEIN: O perverso hiper-real

1

GOTTFRIED HELNWEIN  | The Disasters of War 28 | Óleo e acrílica sobre tela (2011)

Na era em que a reprodutibilidade técnica sofre enorme impacto das novas tecnologias de manipulação e reprodução em tempo real da imagem, e em que as derivações da arte Conceitual possuem hegemonia nos circuitos mainstream, o que menos se esperava era o retorno das técnicas pictóricas tradicionais, com uma potência  muito maior. Ou talvez se trate de uma relação causal: a saturação mesmo de uma arte asséptica e teórica (ou o esgotamento dela), suscitou uma reação oposta e visceral. Curiosamente, na década de 60 ocorre um movimento semelhante nas artes plásticas: a ascensão do Foto-realismo (ou primeiro Hiper-realismo) fora uma resposta à Arte Minimalista então em voga nos Estados Unidos. 

Continuar lendo GOTTFRIED HELNWEIN: O perverso hiper-real