[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] SEGUNDA AULA | “DESVER”: UMA EXPERIÊNCIA VISUAL

E, se tento compreender e saborear esse delicado gosto que o segredo do mundo confia, é a mim mesmo que encontro no fundo do universo. (…) E, então, quando sou mais verdadeiro do que quando sou o mundo? Sou presenteado antes de ter desejado. A eternidade está ali, e eu esperava por ela. Agora, nãoContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] SEGUNDA AULA | “DESVER”: UMA EXPERIÊNCIA VISUAL”

[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] QUINTA AULA | CONSTRUINDO UM PROJETO DE TRABALHO

Ajuda-nos senhor a colher a importância das perguntas que nos desestabilizam, em vez de nos tornarmos, com idade adulta, profissionais da fuga. Cardeal TOLENTINO MENDONÇA Até agora falamos do problema das identificações e como indexam o imaginário, e mesmo alienam o espectador. Em vias de iniciarmos o trabalho prático do Curso, é hora de encararContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] QUINTA AULA | CONSTRUINDO UM PROJETO DE TRABALHO”

[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] TERCEIRA AULA | AS DIMENSÕES DA IMAGEM (PARTE I)

Paul Valéry ministra as Lições de poética no Collège de France a partir de elaborações que partiam da crítica ao academicismo vigente na arte, e da exigência da participação ativa do artista (em toda sua subjetividade) na concepção da obra. No último encontro, vimos como o autor vai assim dando contorno ao que mais tardeContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS 3ª ED] TERCEIRA AULA | AS DIMENSÕES DA IMAGEM (PARTE I)”

[PROCESSOS POÉTICOS 2ª EDIÇÃO] SEXTA AULA | ÉTICA DAS IMAGENS

Hoje falaremos de poesia. Gostaria que considerassem esta frase do escritor português José Saramago: “Se podes olhar, vê; se podes ver, repara”. A expressão denota um sentido ético intrínseco ao fazer (e ser) poético. O verbo “reparar”, como verbo transitivo, tem origem em reparare = “começar outra vez, preparar novamente”, e todos os seus sinônimos remetem a tal formação latina:Continuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS 2ª EDIÇÃO] SEXTA AULA | ÉTICA DAS IMAGENS”

[PROCESSOS POÉTICOS 2ª EDIÇÃO] QUINTA AULA | A PSICANÁLISE E OS SENTIDOS DA IMAGEM

Falamos da experiência visual que arquitetou a própria inscrição do artista como testemunha da História enunciando, assim o lugar do artista. A esta altura, já distinguimos com maior clareza o que são vivências cotidianas (pelas quais passamos a todo momento no viver), e tal experiência visual – que é a “vivência elaborada”. Anteriormente, também defendemosContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS 2ª EDIÇÃO] QUINTA AULA | A PSICANÁLISE E OS SENTIDOS DA IMAGEM”

[PROCESSOS POÉTICOS 2ª EDIÇÃO] SEGUNDA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO

O tema deste encontro do Processos Poéticos já está em parte no texto da edição anterior do curso, abordando algumas das relações entre olhar e a visão que sustentam a intervenção do artista (seu processo criativo). Este assunto servirá como introdução ao método de “desver”, que no Programa denominamos sob o título A desinvenção daContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS 2ª EDIÇÃO] SEGUNDA AULA | DESINVENÇÃO DA VISÃO”

[PROCESSOS POÉTICOS] QUARTA AULA | Poéticas da Figuração Contemporânea

Apresentamos aqui uma hipótese de interpretação da Figuração Contemporânea, buscando afastá-la da vacuidade do conceito genérico de “pintura contemporânea”. Acreditamos estar em curso um movimento que, pela densidade, quantidade e abrangência, pode vir a definir um momento histórico sui generis. Para outros desenvolvimentos, clique aqui. Levantamos até agora, no curso Processos Poéticos um espectro deContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS] QUARTA AULA | Poéticas da Figuração Contemporânea”

[PROCESSOS POÉTICOS] SEGUNDA AULA | Desinvenção da visão: Desenho como Experiência visual (Parte 02)

PARTE II Continuação do texto “[PROCESSOS POÉTICOS] PRIMEIRA AULA | Desinvenção da visão: POÉTICAS (Parte 01)“. Material complementar integrante do conteúdo do curso Processos Poéticos Antes de seguir com outro importante viés do pensamento de Paul Valéry – o qual versa justamente sobre a destinação da obra, ou seja, o público (definido por ele comoContinuar lendo “[PROCESSOS POÉTICOS] SEGUNDA AULA | Desinvenção da visão: Desenho como Experiência visual (Parte 02)”

O Desenho como experiência visual | Palestra

Compartilhamos aqui uma síntese das reflexões apresentadas nos últimos cursos, organizadas em torno de quatro eixos. Esta conteúdo será ainda tema das próximas palestras nas cidade de Florianópolis, Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba (veja cronograma ao final)

O Desenho é o avesso da linha

Tenho ensinado que aprender a desenhar é desapegar-se da linha. O que costuma dar mais trabalho ao professor é o aluno que “já sabe desenhar”, ou seja, que é possuidor de “algum conhecimento” (significando normalmente que já passou por algum curso de desenho) e, portanto está suficientemente viciado por conteúdos técnicos equivocados. O principal delesContinuar lendo “O Desenho é o avesso da linha”

O Desenho como experiência visual (parte I)

Um antigo mito dá conta de explicar a origem da pintura no mundo clássico. Esse mito assinala uma dimensão intelectiva da prática, sugerindo que uma episteme do fazer manual já estava presente no DNA das artesanias. No capítulo 12 do livro XXV[1] da sua História Natural (77-79), Plínio, o Velho conta a lenda de CoraContinuar lendo “O Desenho como experiência visual (parte I)”

O QUE O DESENHO ME ENSINA | Reflexões sobre a Prática do Desenho

  Este é o vídeo piloto da nova série onde procuramos extrair da prática desenhística saberes para além de conteúdos técnicos do Desenho. Desapego, resiliência, alteridade, criatividade e auto-análise são alguns dos elementos que investigaremos, sempre em torno das lições que aprendemos desenhando.

DESENHO COMO “SÍNTESE” E “DESINVENÇÃO”

De quem é o olhar Que espreita por meus olhos? Quando penso que vejo, Quem continua vendo Enquanto estou pensando? FERNANDO PESSOA “De quem é o olhar” | 1917 Certa vez, cruzando um parque, Einstein indagou a um transeunte que passava: “Com licença, cavalheiro, poderia me dizer se eu vim da direita ou da esquerda?” O homem,Continuar lendo “DESENHO COMO “SÍNTESE” E “DESINVENÇÃO””